sábado, 30 de julho de 2011

A Saúde Financeira dos Casais

Olá, Pessoal!

Hoje vamos voltar a abordar uma questão importante para nosso progresso financeiro: a saúde financeira dos casais. Nós já vimos neste blog, que a vida financeira muda radicalmente quando passamos de solteiros a casados (clique aqui) e desta maneira, a forma como conduzimos nossas finanças no casamento podem inclusive deteriorar a relação.

Quando falamos em saúde financeira de casal, costuma-se pensar que a diferença de renda entre os cônjuges é obrigatoriamente um problema. Isto não é verdade, desde que aquele que ganha mais, assuma proporcionalmente a maior parte das despesas da casa. Por outro lado, aquele que ganha menos precisa ser cuidadoso com suas despesas individuais, evitando sobrecarregar o seu cônjuge. Nem preciso dizer que não é recomendável achar que o cônjuge que ganha mais é o "dono" da situação, ou do casal.

O grande problema costuma residir nos padrões comportamentais, por exemplo, quando um dos cônjuges é "gastador" e o outro é "pão-duro" (saiba mais). Claro que as pessoas não são iguais, mas é fundamental que os comportamentos sejam moderados (tanto o "gastador", quanto o "pão-duro"), senão, um cônjuge pode estar contribuindo para aumentar o patrimônio do casal e o outro, dilapidando-o. Pior ainda se os dois são "gastadores", aí é que a saúde financeira vai para a UTI. Se os dois forem "pães-duros" a tendência também não é positiva, pois pode significar a criação de um patrimônio sobre uma carga exagerada de sacrifícios.

A solução é o diálogo para definição das prioridades e formação do orçamento, o compartilhamento de projetos de vida, sem perder de vista a necessidade de alcançar objetivos individuais. Uma sugestão interessante, do blog "Como Investir", é dividir o orçamento do casal em três contas: a dele, a dela e a do casal (clique aqui).

Até mais, amigos!

sábado, 23 de julho de 2011

O Poder das Escolhas


Após cinco meses afastado do blog, por conta de um MBA, estou retornando. Senti muita falta de escrever, mas a necessária dedicação aos estudos não me dava espaço. Foi um período corrido e cansativo, mas valeu a pena. Retornei com mais bagagem e muita coisa nova para partilhar.
Justo enquanto acessava a Internet em busca de alguma notícia interessante – já que não tenho assistido aos telejornais ultimamente – fiquei sabendo da morte de Amy Winehouse. Apesar de não ser um fã incondicional, gosto muito das músicas de Amy, especialmente do consagrado álbum “Back to Black”.
O exemplo de Amy reforça a velha máxima “dinheiro não traz felicidade”. Talento, status, conforto também não. Apesar de ser uma excelente cantora e compositora, e dispor de uma vida confortável, nada disso evitou que ela chegasse ao ocaso da vida com apenas 27 anos de idade. Podemos dizer que ela foi uma “pobre menina rica”.
Os tabloides do mundo todo, além de enaltecer seu talento e carreira, também fazem menção aos problemas da cantora tinha com álcool e drogas. Há quem considere que os vícios foram a “herança maldita” do ex-marido, também viciado. Outros alegam a relação conflituosa com o próprio pai a causa de tantos infortúnios. Seja qual for a causa intrínseca, o fato é que podemos afirmar, sem medo de errar, que Amy escolheu este fim.
Claro, ninguém em sã consciência escolheria morrer deliberadamente. Entretanto, muitas pessoas fazem esta escolha sem perceber. E o pior, alegando que não há nada de errado com elas. “Tudo bem”, dirá o leitor, “o que tudo isso tem a ver com Finanças Pessoais”? Na verdade, tem tudo a ver. Nós fazemos escolhas o tempo todo, na maior parte do tempo sem consciência disso. E estas escolhas podem levar tanto à nossa prosperidade contínua como à nossa “morte” financeira.
Voltando ao exemplo de Amy, semelhante a diversos outros ligados ao show business, ela buscou no vício uma forma de se libertar dos problemas que a afligiam. Todo ser humano tem problemas, uns maiores do que outros, mas nem todo mundo faz da embriaguez e da droga válvula de escape. Da mesma forma, a solução para nossos problemas financeiros não se dará quando ganharmos na loteria, quando casarmos com um “partido” rico ou quando herdarmos uma fortuna de algum parente distante. Não precisamos ficar devaneando com soluções mágicas: a solução sempre esteve, e sempre estará, ao alcance das nossas mãos.
Temos o poder de escolher sermos ricos ou esperar a sorte sorrir pra nós. O problema é que a sorte é melindrosa e pode “não ir com a nossa cara”. Já a riqueza valoriza os persistentes, disciplinados e determinados. E, como vimos no artigo anterior, não é preciso dar passos maiores que as pernas para atingir esse objetivo. A maioria das pessoas sofre, adia as providências ou mesmo desiste dos sonhos simplesmente porque pensam que somente soluções imediatistas, gigantescas ou originais podem tirá-las do sufoco que vivem agora. Nada mais sem sentido!
Portanto, se você escolheu ser rico, comece a dar os primeiros passos em direção ao seu objetivo. Nenhum ser humano nasceu já andando sobre as duas pernas: as crianças começam engatinhando, depois procuram colocar-se de pé e, finalmente, muitas vezes com alguma ajuda dos pais, caminham desengonçadamente e permanecem exercitando até fazer disso algo tão natural que nem raciocinam como o fazem.
Esse detalhe é importante também na Educação Financeira: fazer dos bons hábitos algo tão natural que nem precisemos racionalizar o que estamos fazendo. Ninguém pensa: “primeiro, vou apoiar o peso do corpo na perna direita; depois, vou flexionar meu pé esquerdo...”. Nós simplesmente andamos. Da mesma maneira deverá ser nas nossas finanças: não precisaremos pensar “vou deixar de comprar isso, vou aplicar naquilo”; nossas escolhas em direção à riqueza serão tão naturais quanto caminhar.
As dicas estão em nosso blog... ;)
E que Deus tenha Amy Winehouse em Seu seio libertador. Ela permanecerá viva em nossos corações.
Sucesso a todos!

domingo, 17 de julho de 2011

Cássia D´Aquino: uma proposta diferente de educação financeira

Olá, Meus Amigos!

Hoje eu estava lendo a revista Você S/A, edição 157 (Julho/2011) e me chamou a atenção uma reportagem sobre a educadora financeira mineira Cássia D´Aquino. Ela tem uma forma de educar financeiramente que não é tão ortodoxa, e por isto mesmo, considero interessante, já que não se amarra a padrões pré-estabelecidos e avalia as situações que chegam a ela individualmente, considerando aspectos que normalmente não são pensados na educação financeira.

A maioria dos educadores financeiros defende que o orçamento doméstico não ultrapasse 90% ou 95% da renda familiar, mas nem sempre isto é possível, seja porque estamos falando com um executivo que é solteiro, sem filhos e portanto, teria a possibilidade de economizar percentuais ainda maiores, seja porque não é possível mesmo e Cássia D´Aquino ressalta que qualquer economia é válida (nós também já defendemos isto) e que só faz sentido poupar com objetivos claramente definidos (também já tratamos disto aqui).

Além disto, por sua formação acadêmica, ela incorpora ao seu trabalho elementos que normalmente não são vistos na educação financeira, e que são fundamentais para o êxito de qualquer planejamento financeiro. Cássia D´Aquino procura entender as questões comportamentais que envolvem as decisões financeiras das pessoas (assim como Adriano Duarte, que também é autor deste blog) e propõe soluções, por assim dizer, customizadas.

Sendo assim, fica claro que a forma com que o planejamento financeiro familiar foi tratado (contas, planilhas e calculadora) é apenas uma parte (importante) do que precisa ser feito para se transformar em algo maior: a educação financeira.

Abraços a todos e até a próxima!  

sábado, 9 de julho de 2011

Previdência Complementar: É uma boa?

Olá, Meus Caros!

Hoje vamos conversar sobre previdência complementar, que é um assunto bastante debatido, e até certo ponto é polêmico também. Há aqueles que a defendem como a melhor alternativa de investimentos (principalmente quem vende esse produto) e há os que não vêem vantagem ou vêem muito pouca vantagem em aplicar seu dinheiro na previdência.

Em relação à previdência, fico com a opinião de que é mais uma modalidade de investimentos, que tem suas vantagens, sendo a principal delas a possibilidade de dedução na declaração do imposto de renda, o que é realmente muito importante para as nossas finanças. E não para por aí: tem também o fato de servir para complementar (como o próprio nome diz) o ridículo valor pago pela previdência oficial, o INSS.

Entretanto, como diz Robert Kiyosaki: "só invista naquilo em que você entende". Desta maneira, fica claro que é preciso também compreender alguns aspectos da previdência complementar:

1 - É um investimento de longo prazo, que visa não uma super rentabilidade, mas sim uma rentabilidade que assegure uma aposentadoria digna, e portanto, assume poucos riscos.

2 - A melhor forma de investir é em previdências que sejam realizadas em parceria com seu empregador, que normalmente costumam contribuir, com R$ 1,00 para cada R$ 1,00 investido pelo trabalhador, ou seja, 100% de rentabilidade inicialmente.

3 - Ao aderir a uma previdência privada, duas decisões precisam ser tomadas, a primeira é se o regime de tributação será progressivo ou regressivo (clique aqui para saber mais) e a segunda, é se o plano será PGBL ou VGBL (clique aqui para saber mais).

Aproveito também para recomendar a leitura deste artigo sobre previdência, de artigo Gustavo Cerbasi para Exame (clique aqui).

Abraços a todos e até mais!