sábado, 17 de dezembro de 2011

Deixe seu planejamento financeiro ainda melhor...

O planejamento, definido de forma bem simples é o conjunto de ações que prevemos que vamos realizar, para sair de uma determinada situação para outra situação, evidentemente melhor. Então, ao planejar nós pensamos no que deveremos fazer para alcançar a tal situação futura melhor e buscamos simular o que pode acontecer de positivo e de negativo durante o processo e se prosseguiremos ou precisaremos corrigir o rumo das ações.

No planejamento financeiro não é muito diferente. Recomendamos sempre que o planejamento envolva toda a família, inclusive as crianças, para que elas cresçam com uma boa educação financeira, habituadas a planejar e a viver democraticamente, debatendo, apresentando opiniões e respeitando as demais, mesmo as contrárias, enfim, para que as crianças se constituam em bons cidadãos. Além disto, quando planejamos nossas finanças, queremos sair de uma situação financeira atual para outra mais favorável para toda a família, o que exigirá ações e esforços de todos na família, então, porque não aprimorar o processo de planejamento financeiro familiar?

Existe há algumas décadas um instrumento de planejamento que já foi muito utilizado por grandes empresas, chamado Análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats - que em português significam Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças). Então, faça um pequeno exercício junto com a sua família e responda quatro perguntas:

  1. Forças: De que nós dispomos (bons hábitos e competências) para melhorar nossa situação financeira?
  2. Fraquezas: De que nós sofremos (maus hábitos e deficiências) e pode piorar a situação financeira?
  3. Oportunidades: O que pode ser feito para melhorar nossas finanças? Existem oportunidades? Quais são essas oportunidades?
  4. Ameaças: O que pode vir a complicar nossas finanças? Quais são essas ameaças? Como nos prevenir? 
Não precisa se assustar com esta proposta, porque não vai precisar de muita coisa. Basta pensar durante alguns minutos e fazer uma breve reflexão a partir do que for identificado para cada um dos pontos citados acima e você terá um planejamento bem mais estruturado e com informações mais claras que o ajudarão a manter a determinação e superar os momentos difíceis.

Vale a pena ao menos experimentar!

domingo, 11 de dezembro de 2011

O paradigma da nova rica


Certamente muitas de nossas leitoras assistem as telenovelas e, quase que invariavelmente, as histórias possuem alguma personagem de origem humilde que, de repente, enriquece e encontra um par bonito e nascido em berço de ouro. Ou alguma garota que se considera feia e, através de um golpe do destino, torna-se bonita e rica, conquistando o grande amor da sua vida. O interessante é observar que, diferentemente de personagens masculinos, as heroínas costumam colocar os relacionamentos acima do dinheiro, por um lado pela ideia de que "dinheiro não traz felicidade" e por outro pela de que "dinheiro é o vil metal" e se dá melhor com os vilões.
A vida imita o vídeo, diz a canção dos Engenheiros do Hawaii. E o vídeo imita os contos de fadas. No imaginário coletivo, ainda se perpetuam, em pleno século XXI, as concepções machistas da Idade Média, onde o destino de uma mulher é encontrar um homem provedor e formar uma família, onde ela cuida do lar e dos filhos. Embora o mercado de trabalho tenha sido, nos últimos 20 anos, mais favorável às mulheres, inclusive em cargos de consultoras ou analistas financeiras, que conhecem profundamente o mercado, são raros os casos daquelas que se tornaram grandes investidoras.
A consultora americana Suze Orman esclarece, em seu livro As Mulheres e o Dinheiro (Editora Nova Fronteira), que esta realidade tem raízes culturais profundas e universais. Efetivamente, para os homens ganhar dinheiro se tornou um fim em si, enquanto que para as mulheres o dinheiro é algo secundário, geralmente administrado por um terceiro (companheiro(a) ou consultor/administrador), já que suas prioridades são o sucesso na carreira profissional ou o bem estar da família, sendo pouco comum a ocorrência das duas situações. Elas não se importam tanto com o quanto ganham, mas em beneficiar as pessoas ao redor e serem reconhecidas por isso, mesmo que custe seus momentos de folga ou até mesmo a própria saúde.
No citado livro, a autora advoga que a forma como uma mulher administra seu dinheiro diz muito sobre como ela administra a própria vida. Eu pessoalmente concordo e extendo essa percepção para além do gênero. A ideia que temos de nós mesmos orienta todos os nossos atos e como nos relacionamos com o mundo ao nosso redor. Ou, resumindo numa frase budista, "o homem (a mulher) é aquilo que ele(a) pensa ser". Cumpre às mulheres desenvolver um interesse maior pelo dinheiro que ganham e pelas perspectivas de futuro, aposentadoria, etc., pois este conhecimento lhes permite conhecer mais a si mesmas, seus sonhos e prazeres. Esta dica serve tanto para mulheres como para os homens.
Conforme já discorri em artigos anteriores, a semente da riqueza encontra-se dentro de nós, em nossos pensamentos e ideias. Ser uma investidora é mais uma questão de atitude do que de posses. A administração do tempo e os objetivos de vida também o são. "Mas não vejo nenhuma necessidade de ser investidora. Tenho quem faça isso por mim", dirá a leitora. É verdade: a sociedade moderna gerou um sem número de prestadores de serviços que nos permitem dedicar mais ao trabalho enquanto os primeiros cuidam daquilo que nos é mais caro. Babás, consultores, personal trainers, administradores, etc., estão aí para cuidar de seus filhos, negócios, saúde, etc. Mas não são todas as mães que confiam seus filhos aos cuidados de uma babá. E qual a mãe que deixa os filhos com a babá o tempo todo, 24 horas por dia, sete dias na semana, e não tem ao menos a curiosidade de saber como estão de saúde?
Suze Orman diz que as mulheres devem ter com o seu dinheiro a mesma relação afetiva que têm com seus filhos. Não um amor piegas ou apegado, mas o cuidado sadio de saber por onde anda, acompanhado de quem, qual a prespectiva de retorno, além de saber valorizarem a si mesmas no que tange a remuneração. Não são poucas as mulheres que, ainda hoje, trabalham tanto ou mais que os homens, porém recebem menos que estes.
A independência financeira, longe de uma prova de contestação da superioridade masculina, é uma necessidade da mulher atual que deseja fazer de sua vida afetiva algo pleno de significado e significância. Um relacionamento é, antes de tudo, uma parceria, uma cumplicidade, onde o ideal seria a igualdade de condições entre os parceiros, e não uma relação de dependência financeira, social e/ou sentimental. E, como sabemos, esta independência não depende de sorte. Depende da vontade de cada um.
A vida não é uma novela, mas sempre pode ter um final feliz.
Abraços ricos!

Mais com menos


Uma tendência na sociedade moderna é considerar que para ter mais, é preciso fazer mais. Trata-se de um raciocínio, digamos, cartesiano, onde as coisas funcionam de maneira diretamente proporcional. Mas, assim como na matemática, na vida cotidiana essa verdade não é absoluta. Quase todas as pessoas aceitam a ideia de que uma minoria da população mundial detem a maior parte das riquezas disponíveis. Da mesma forma, não é absoluta a ideia de que, para termos mais riquezas, precisamos trabalhar mais ou nos esforçar mais.
O escritor Richard Koch, autor do livro "O Estilo 80/20" (Editora Sextante), é um defensor do chamado Princípio (ou Lei) de Pareto para a realização dos objetivos de vida. Mas o que seria esse Princípio? O economista, político e sociólogo italiano Vilfredo Pareto (1848-1923) foi o primeiro a observar que cerca de 80% das riquezas mundiais se concentravam nas mãos de 20% da população. O consultor romeno Joseph M. Juran (1904-2008), pai da gestão da Qualidade, adaptou o princípio de Pareto para a administração, ao afirmar que 80% das consequencias advem de 20% das causas. Em seguida, Koch adaptou o mesmo princípio para os investimentos e a vida pessoal, tendo escrito vários livros sobre o tema.
Como isso funciona na prática? Este princípio é bastante útil para gerenciamento do tempo, planejamento pessoal e, sem dúvida, investimentos e finanças pessoais. Por exemplo, ao investir em ações, se levassemos em consideração a ideia de que mais gera mais, o ideal seria uma carteira com o maior número de ações altamente valorizadas. Entretanto, com os altos e baixos do mercado, o risco desta carteira não seria menor que outra composta por players menores e/ou startups. Koch vai mais além: o mais importante é a predileção e o conhecimento prévio que o investidor tem do negócio onde se investe. Isso explica os investimentos feitos e os retornos sensíveis que o autor alega ter obtido de empresas como Filofax (fabricante de material de escritório, cujas agendas eram famosas na Inglaterra) e Betfair (casa de apostas que se tornou um fenômeno na Grã-Bretanha).
Numa outra vertente, podemos observar que os sucessos que podemos ter obtido em nossas vidas se devem a pouco ou quase nenhum esforço de nossa parte, quando nos concentramos em algo que era de nossa predileção ou que conhecíamos muito bem. Para quem está familiarizado com a matriz SWOT (forças e fraquezas, oportunidades e ameaças), justamente quando nos concentramos mais em nossas forças e oportunidades avançamos mais do que quando nos esforçamos para corrigir fraquezas e evitar ameaças.
E na Educação Financeira? A ideia é reduzir e otimizar. Reduzir cartões de crédito, dívidas, despesas desnecessárias, como já dissemos em diversos artigos anteriores. Reduzir nosso portifólio de investimentos, concentrando-se nos quais se tem um conhecimento e confiança maior, algo que varia de acordo com o perfil do investidor. Aliás, os conceitos de reduzir, reutilizar, reciclar e descartar se encaixam perfeitamente em nossa vida doméstica, em todos os sentidos. No trabalho, concentrar-se nas tarefas que possuam maior significado e retorno (agregação de valor) para a sua atividade/negócio, enxugando processos e não procurando preencher o tempo economizado com mais tarefas improdutivas (melhoria da qualidade de vida). E o uso do dinheiro de maneira mais conscienciosa, onde cada real empregado deve possuir maior poder aquisitivo. Em outras palavras, pesquisar, pechinchar, adquirir somente quando necessário, evitar comprar por impulso.
Viver uma vida baseada no princípio de Pareto é uma questão de hábito, que nasce do auto-conhecimento. Através do planejamento pessoal e de estabelecimento de objetivos de vida, adotar este hábito se torna mais fácil e prazeroso, visto que a observação dos 20% das causas e dos 80% de resultados nos ajuda a manter a motivação e a vigiar as atitudes cotidianas. E assim, aquele velho sonho do preguiçoso que queria trabalhar menos e ganhar mais passa a ter um novo alento...
Abraços ricos a todos!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Mercado de ações: estratégia é fundamental (parte II)

No nosso último artigo (clique aqui), havíamos abordado alguns aspectos que concorrem decisivamente para a formulação de uma estratégia de investimento em ações, e mais que isso, para uma estratégia de sucesso. Lendo um ótimo artigo disponível no Valor Econômico, ficou ainda mais evidente a importância de definir uma estratégia, já que o seu autor, Marcelo D´Agosto, fala em dois tipos de estratégia:

1. “top-down”: é o investimento feito "de cima pra baixo", onde as escolhas de como aplicar os recursos seguem as questões de macroeconomia, como setores em ascensão, além de projetos e leis que tendem a melhorar a situação de determinados setores.
2. “bottom-up”: é o chamado investimento "de baixo pra cima", que considera o potencial de valorização dos ativos sem maiores preocupações com os aspectos macroeconômicos.

E mais que apenas definir, o autor defende que a “bottom-up” é a melhor alternativa de estratégia e eu concordo, considerando que decisões de investimento precisam seguir um planejamento de longo prazo, estratégico, e o perfil do investidor, e, portanto, não deveriam se movimentar como uma folha de árvore ao vento, sem direção.

O outro aspecto destacado na reportagem é a queda no consumo das famílias, já que houve recente aumento da inflação e dos juros, que agora estão em queda. Isto não é surpresa, tendo em vista que antes disto, os juros estavam mais baixos e havia mais facilidades de crédito, para uma população com nível de educação financeira não tão elevado, o que resultou em exagero nas compras e conseqüente aumento da inflação. Outra vez, a falta de educação financeira, de planejamento e de controle orçamentário contribuiu para dificultar a vida da economia brasileira. 

Até a próxima! 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mercado de ações: estratégia é fundamental

Caros Amigos,

Li uma reportagem do Estadão (clique aqui), na qual especialistas apresentam uma perspectiva de muita instabilidade para o mercado de ações brasileiro para o ano de 2012, ou seja, quem investe ou quer começar a investir em ações precisará ter muito "sangue frio" e muita determinação como características comportamentais fundamentais.

Além das características fundamentais citadas acima, há outra, de ordem técnica, tão importante quanto, que é a capacidade de desenvolver estratégias que façam frente a este momento e possam trazer rentabilidade, mesmo neste momento complicado. Pensar estrategicamente, de forma bem resumida, é pensar e planejar em ações no curto prazo que possam gerar resultados no longo prazo, uma habilidade que será necessária nos próximos meses.

Entretanto, para poder pensar e desenvolver estratégias no mercado de ações, entra em cena a necessidade de conhecimento do mercado, aquilo que já defendemos aqui, a importância de estudar, procurar informações e tomar pé do que ocorre e do que é possível fazer. Por exemplo, existe uma possibilidade chamada aluguel de ações (citada na reportagem), que pouca gente conhece e que consiste em emprestar as ações para outro investidor, mediante uma taxa de aluguel. Uma estratégia que pode ser muito interessante para quem não vai vender as ações no curto prazo e pensa em termos fundamentalistas, ainda mais que continua recebendo os dividendos e os juros sobre capital próprio.

Desta forma, vejam que será perfeitamente possível obter resultados favoráveis mesmo em um cenário complicado como o que está sendo previsto para o mercado de ações em 2012.

Obrigado, pessoal!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Karnani e o paradoxo do (micro)crédito

Semana passada alguns colegas de trabalho que trabalham no setor de microfinanças estavam discutindo as declarações do economista indo-sudanês Aneel Karnani acerca do microcrédito, publicadas na revista Exame. A revista, como todo veículo de comunicação brasileiro, estampou em letras garrafais: “O microcrédito não acaba com a pobreza”. Analisemos com calma.
Na entrevista, Karnani destila seu ceticismo com o microcrédito, por considerar que este “romantiza a pobreza”. Diferentemente do que acredita Karnani, não é o microcrédito que romantiza a pobreza, mas sim a cultura política dos países em desenvolvimento. É preciso ter em mente que, para estes países, a manutenção da pobreza e do analfabetismo é a manutenção do status quo político. Só assim é possível eleger pessoas descompromissadas com os interesses da população, que manterão o círculo vicioso. Uma população educada e remediada financeiramente é um risco para os interesses particulares de congressistas e outros ocupantes de cargos públicos.
Por outro lado, Karnani acredita que os pobres empreendem por necessidade e que o empreendedorismo é para quem é criativo, ambicioso e persistente. Isso pode até ser verdade, mas precisamos observar os fatos: o emprego assalariado no mundo está em queda. Novos postos podem ser gerados através de micro e pequenos empreendimentos, ainda que estes sejam motivados pela necessidade. Mesmo os que já são assalariados estão vendo no empreendedorismo uma maneira de aumentar suas rendas, auxiliar no orçamento doméstico, acelerar a realização de sonhos e até mesmo como uma satisfação pessoal. Portanto, afirmar que, pelo fato de 90% da população querer empregos elas não possuem potencial empreendedor é, no mínimo, miopia conceitual.
Karnani também aponta que 80% do microcrédito concedido é para aquisição de bens de consumo. Não é preciso microcrédito para isso: basta o crediário das grandes lojas de departamento para conseguir o mesmo efeito. O erro do autor aqui é colocar no mesmo saco o microcrédito para bens de consumo e o microcrédito produtivo orientado, que possui uma conotação bastante diferente. O primeiro foca a bancarização de uma parcela da população que é desprezada pelas instituições financeiras tradicionais. Já no microcrédito produtivo orientado, o crédito é concedido para empreendedores com negócios em funcionamento, os quais são acompanhados pelos assessores de crédito durante todo o ciclo do empréstimo, de maneira a evitar o desvio de recursos e a inadimplência. Este último tipo de microcrédito estimula a formalização dos pequenos negócios, a geração de emprego e o aumento da riqueza, além de ser um importante instrumento de Educação Financeira.
O alvo principal do discurso de Karnani é o Grameen Bank, criado pelo Nobel da Paz Muhammad Yunus. O economista alega que os países que mais adotam o microcrédito, segundo ele Bangladesh e Bolívia, permanecem pobres. Detalhe: Bangladesh é o país natal de Yunus e onde este criou o Grameen Bank. Por outro lado, elogia iniciativas como a brasileira, onde há, mais uma vez segundo ele, melhor distribuição de renda através do Bolsa Família – os paulistas de classe média “nordestófobos” devem ter odiado esta parte – e houve a geração de milhares de empregos (sic). O paradoxo está aí: o Bolsa Família estimula o consumo, pois, com o “dinheirinho do governo”, dá pra pegar aquele crediário para comprar a TV de LED para colocar no barraco. Este é um dinheiro de política social que não possui controle, nem é voltado para atividades produtivas. E os empregos criados no país ainda estão longe de erradicar a pobreza. Para fechar com chave de ouro, declarar que a geração de empregos na China a ajudou a combater a pobreza foi a frase mais infeliz de Karnani. É consensual o fato de que a China oferece trabalho escravo, empregando mulheres e crianças em condições desumanas.
Resumindo: para gerar uma declaração de efeito, Karnani escolheu como bode expiatório uma ferramenta econômica que pode auxiliar no combate à pobreza, incentivando a produção e a geração de empregos. Claro que o microcrédito, sozinho, não tem esse poder. Políticas públicas de estímulo ao empreendedorismo, serviços públicos de qualidade, redução de impostos e combate ao desperdício e à corrupção são companheiras do microcrédito nessa batalha. Por parte do cidadão, o espírito empreendedor, aliado a uma boa educação financeira, podem reforçar este contingente de esforços coletivos para promover a verdadeira erradicação da pobreza no país.
Sucesso a todos!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pensamentos sobre dinheiro (parte II)

Ainda na perspectiva de que o pensamento tem poder sobre nossas vidas e de que só chegam à riqueza aqueles que efetivamente tem pensamentos de riqueza, resolvi dar continuidade a nosso outro artigo (clique aqui) trazendo mais citações sobre dinheiro e riqueza, que valem muito e podem nos ajudar a conduzir nossas finanças:

- "O errado não é a criação de riqueza, mas o amor ao dinheiro por si só." (Margareth Thatcher): um belo exemplo de como as civilizações anglo-saxônicas encaram o dinheiro e a prosperidade, como algo natural, um direito de todos, mas sempre com aquele mesmo limite que defendemos: o dinheiro não pode ser seu dono, você é quem tem que ser o dono dele!

- "Dinheiro não cria sucesso, a liberdade para fazer dinheiro sim." (Nelson Mandela): uma prova de que sucesso e dinheiro não são sinônimos. A liberdade para fazer dinheiro significa a liberdade de ser bem sucedido, um profissional (empregado ou empreendedor) que tem seu espaço e pode ser eficiente. Isto é o que cria sucesso. O dinheiro é consequência, basta ver quanta gente ganha milhões na loteria e perde tudo.

- "Não estimes o dinheiro nem mais, nem menos do que ele vale: é um bom servidor e um péssimo amo." (Alexandre Dumas Filho): outra vez a nossa mensagem: é você quem manda no dinheiro, e muita gente esquece disso e faz ao contrário.

- "Dinheiro nunca foi uma grande motivação para mim, e sim uma espécie de placar. O que realmente estimula é jogar." (Donald Trump): dinheiro por si só motiva, é claro, mas apenas até um determinado ponto. Depois, é fundamental haver outras motivações, outros objetivos além do mero acúmulo de dinheiro. Até o Tio Patinhas se motiva por outras questões também.

- "Eu ainda acredito que uma pessoa muito rica deve deixar para seus filhos o suficiente para eles fazerem qualquer coisa, mas não o suficiente para não fazerem nada." (Warren Buffett): esta é uma forma fantástica de tratar a questão da herança. Nada de deixar os filhos ociosos, eles precisam ter motivação e objetivos, e desde cedo. Só que esta atitude tem que ser o exemplo de toda a vida.

- "Conforme envelhece, a maior parte dos homens ama mais o dinheiro e a segurança e menos a criação e a construção.o" (John Maynard Keynes): este pensamento demonstra como o nosso perfil de propensão a risco se modifica ao longo da vida. Quando jovens, aceitamos assumir mais riscos para ter mais ganhos, mas depois, quando temos mais responsabilidades, especialmente com filhos, tendemos a ser mais conservadores. É natural e é uma forma de proteção.

Até mais!!!!!

sábado, 12 de novembro de 2011

Endividamento Familiar: você sabe medir?

Oi, pessoal!

Uma preocupação muito pertinente na educação financeira é com o endividamento das famílias, afinal, um endividamento excessivo será sinônimo de famílias que não realizam sonhos, que vivem apenas para trabalhar e pagar juros e não formam patrimônio. Então, é claro que precisamos saber duas coisas sobre a composição de nossas dívidas:

1 - Estas dívidas são boas ou ruins? Nós já falamos sobre isto antes (clique aqui)...
2 - O endividamento está alto demais? Esta é uma questão fundamental!



Para sabermos se estamos na trilha da formação de patrimônio e realização de sonhos ou não, precisamos entre outras coisas verificar se estamos muito endividados ou não. E aí é que entram cena dois aspectos e algumas continhas tem que ser feitas, além de estabelecer um planejamento para redução do endividamento que envolva toda a família.

O primeiro aspecto a considerar é a duração de cada dívida. O financiamento da casa própria, normalmente é de longa duração e não pode ser encarado da mesma forma que o cheque especial, que é de curto prazo, já que a primeira tende a ser melhor planejada do que a segunda, com impactos que são melhor enquadrados no seu orçamento e teoricamente, trarão menos preocupações. Além disto, o financiamento da casa própria normalmente vem em substituição à despesa com aluguel, enquanto o cheque especial vem para completar o orçamento, vem para suprir uma insuficiência financeira. Percebem a diferença de gravidade entre uma dívida de longo prazo e uma de curto prazo?

O segundo aspecto já foi comentado acima: a dívida é boa (foi feita para gerar recursos ou investir) ou é ruim (dívida apenas para gastos)? Vale a pena ressaltar que nem sempre dívida ruim é dívida desnecessária. É importante não confundir as coisas, ainda que dívidas ruins tem prioridade na sua liquidação.

E agora, vamos entender como medir nosso endividamento:

- Em primeiro lugar, liste todas as suas dívidas, verificando quanto terá que ser pago a cada mês;
- Agora uma continha básica: pagamento mensal das dívidas / salário líquido. Qualquer resultado acima de 20% já merece o "sinal amarelo" e deve considerar apenas DÍVIDAS e não as contas do dia-a-dia. É interessante verificar este indicador pelos próximos 12 meses, para entender se sua situação permite ou não novas dívidas;
- Faça outra conta: soma das dívidas / soma de investimentos. Este indicador será bom se for superior a 1 (100%) e vai te mostrar se em uma situação extrema você teria como liquidar as suas dívidas e assim, evitar consequências como a perda de um imóvel financiado por inadimplência;

Apenas após fazer estas contas é que você deve procurar seus credores para renegociar suas dívidas, se necessário, apresentando propostas concretas e que você de fato poderá cumprir. Alcançando os indicadores descritos, você estará em um caminho seguro para investir e aumentar seu patrimmônio, realizando todos os seus sonhos!

Até a próxima, amigos!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Estilo de vida e Luxo são a mesma coisa?

Lendo este texto (clique aqui), pude reforçar a crença que já tinha, de que é possível ser feliz com uma boa condição financeira, sem necessariamente ter grandes luxos. O casal citado, de sexagenários bem posicionados financeiramente, que são os pais da autora, optam por um estilo de vida mais frugal, mas dedicam-se a um prazer que só é possível para que dispõe de algum dinheiro: viajar e aproveitar o que há de bom nas culturas de outros países.

Este tipo de decisão, com êxito, reafirma algo em que nós, do Enriquecimento Total, também acreditamos: o sucesso financeiro depende de prioridades e também de assumir as consequências dos nossos atos. Uma vez, o Adriano Duarte, conversando comigo, abordou a "necessidade" de ter uma Ferrari, com seu seguro, manutenção e impostos caríssimos, quando qualquer carro pode cumprir a função essencial de locomoção. O luxo é realmente necessário?

Sendo assim, pode-se dizer que esta situação mostra o que aparentemente é óbvio: que existe um amplo espectro de possibilidades de uso do dinheiro, desde a avareza total, até o esbanjamento absoluto, e dentro deste espectro é que se encaixam as prioridades, que no caso do casal do texto, eram de viajar e apreciar outros países, em detrimento de alguns luxos, e ainda por cima gastando menos (ainda que esta economia tenha sido involuntária). Isto, que começou meio sem querer, agora que é voluntário, chama-se PLANEJAMENTO, e mostra que luxo é apenas uma das possibilidades de estilo de vida. Estilo de vida, é algo muito maior, é a forma como queremos viver e aproveitar nosso dinheiro.

Até a próxima!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

FGTS: seu aliado na luta pela casa própria

Um dos maiores sonhos de todos os brasileiros, se não o maior deles, é a aquisição da casa própria. Deixar de pagar aluguel é um benefício que embala o sono de milhões de pessoas todas as noites. Muitos economizam e planejam anos a fio em nome deste objetivo. E é muito bom que isto ocorra, porque ter objetivos claramente definidos é fundamental para o êxito financeiro (clique aqui).

A luta pela conquista do imóvel próprio tem um aliado importante: o bom e velho FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), criado em 1966, e que tem a função de proteger os trabalhadores brasileiros em algumas situações de desemprego, é representado por 8% de sua remuneração bruta. Os recursos também servem para auxílio em caso de determinadas enfermidades, e como sabemos, para aquisição da casa própria.

Entretanto, há um problema importante no FGTS, mas que nem de longe o invalida: a sua baixa rentabilidade. Os recursos são remunerados pela TR (Taxa Referencial) + 3% ao ano. Isto não chega a 3,5% anuais, ou seja, perde para a inflação (que hoje está em torno de 6%) e pior, perde e muito, para as taxas de juros cobradas para o financiamento imobiliário (que podem ser de mais de 9% anuais). Então, o ideal é ter como estratégia a amortização de seu financiamento a cada 2 anos (período mínimo), porque é mais vantajoso obter os descontos nos juros por pagar antecipadamente do que simplesmente acumular o FGTS. 

Até mais!!!!!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Vai para a bolsa em 2012? Faça a lição de casa antes (por André Massaro)


Para a maioria dos investidores, em especial aqueles menos experientes, 2010 e 2011 são anos para serem esquecidos. Nesses dois anos, as principais ações testaram a paciência e os nervos dos investidores. Foi um período realmente difícil, ainda mais para quem assistiu o grandioso mergulho das ações em 2008 seguido de surpreendente recuperação.
Para o investidor que trabalha baseado em tendências, o cenário que ocorreu em 2010 e 2011 é o pior possível: aquilo que no jargão se chama de “mercado de lado”, quando fica sem tendência definida, caindo e subindo de uma forma meio errática.
Não se sabe como o mercado vai se comportar em 2012. Uma análise preliminar pode nos levar à conclusão que os problemas econômicos que fizeram a bolsa se comportar tão mal nos últimos dois anos estão longe de estarem solucionados, mas algumas pessoas apostam que os mercados podem se recuperar em 2012.
Devo deixar claro aqui que não é meu caso. Eu não “aposto” em nada. Não sou um jogador e nunca fui, e confesso que fico um pouco incomodado quando ouço pessoas falarem em “jogar na bolsa”. Quem “joga” vai ao bingo ou ao cassino. Pessoas que vão à bolsa para “jogar” costumam ter vida curta.
Mas para aqueles que pretendem se aventurar no mercado de renda variável nos ano que vem e ainda não têm grande intimidade com esse mundo, aqui vão três dicas:
1 - Jamais aceite “dicas” (incluindo as minhas)
Você quer ter sucesso na bolsa? Então estude. Não estou dizendo para virar um PhD em mercados de capitais, mas ao menos saiba o básico para conseguir distinguir uma informação bem fundamentada de uma dica furada.
A maioria dos investidores iniciantes (e alguns nem tão iniciantes assim) ainda corre desesperadamente atrás da dica “matadora”, como se isso existisse. Viram presas fáceis dos espertalhões de plantão e dos gurus financeiros de araque que povoam os fóruns de bolsa da internet.
Sempre se pergunte: “por que alguém me daria uma dica?”. Aquela pessoa consegue ganhar muito dinheiro com suas próprias dicas? Ela já é rica? Por que alguma “alma caridosa” iria te dar (ou vender) o mapa do caminho da felicidade?
2 - Desenvolva sua própria estratégia
Conheça um pouco sobre as diferentes “escolas” de análise de investimentos. Em especial as duas mais importantes (análise fundamentalista e análise técnica). Tenha em mente que nenhuma delas é perfeita e cada uma tem suas vantagens e desvantagens. Procure saber quais são as vantagens e desvantagens de cada uma e use-as a seu favor.
3 - Expectativas e risco
Tenha expectativas realistas quanto ao retorno. Existem pessoas que conseguem lucros altíssimos em suas operações, mas as perdas, quando ocorrem (e elas SEMPRE ocorrem) costumam ser igualmente altas. Não acredite que aquela rentabilidade fantástica que você conseguiu em um único mês vai se repetir para sempre, e sempre trabalhe dentro dos limites de seu capital. Estabeleça limites de perda para cada operação que realizar. Lembre-se que a perda é inevitável, mas você consegue controlar o quanto perde.
Lembre-se sempre do velho clichê do mercado: “corte as perdas rapidamente e deixe os lucros fluírem”.
Seguindo essas três recomendações, sua chance de sobreviver (e de prosperar) na bolsa aumentará muito, e já posso te desejar antecipadamente um “Feliz 2013”.

André Massaro
Especialista em finanças pessoais e educador financeiro
Twitter: @andremassaro

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Guy Fawkes, Hippies, Primavera Árabe e os Indignados do século XXI

A humanidade passa por movimentos cíclicos, como aprendemos na escola. E, ao observarmos direito, perceberemos sempre uma repetição de questionamentos e de desejos coletivos, mesmo que com outras cores e intensidades. Como disse o naturalista Lavoisier, “(...) nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”.
Nosso leitor e colega Leonardo Magnavita nos apontou o recente movimento dos Indignados, também conhecido como “Ocupe Wall Street” e perguntou-nos nosso pensamento a respeito. Após me inteirar do assunto e ver uma reportagem na TV sobre os manifestantes que acamparam sob o Viaduto do Chá, em São Paulo, lembrei-me imediatamente do movimento de Contracultura da década de 60 e do que comentou um professor meu da faculdade de Comunicação sobre o assunto: de que teria dado certo, se os hippies não tivessem focado numa “sociedade alternativa” àquela que questionavam. Ou seja, ao querem deixar a sociedade “careta” para criarem uma outra, acabaram sendo absorvidos como modismo pela primeira.
A fim de contextualizar o assunto para quem, como eu, andou meio alheio, “Ocupe Wall Street” é um movimento iniciado e organizado através das redes sociais existentes na Internet, inspirado nos levantes populares ocorridos em diversos países do Oriente Médio que levaram à queda de pelo menos três governos e a morte de um ditador, Muanmar Khadafi. Ou seja, “Ocupe Wall Street” é a versão do resto do mundo para a “Primavera Árabe”. Seu objetivo é comover a opinião pública mundial para a mudança nos paradigmas de política econômica adotada nos países capitalistas, bem como por reformas políticas e sociais em larga escala. Em pelo menos três países – Itália, Austrália e Grécia, que já vinha em clima de guerra civil desde a adoção de medidas impopulares pelo governo grego para tentar evitar um colapso financeiro no país – o movimento entrou em confronto com forças policiais e ocorreram atos de vandalismo. Mas, em geral, o movimento é pacífico e teve adesão forte nos países atingidos diretamente pela crise econômica mundial.
No Brasil, a adesão não foi significativa, tendo em vista a privilegiada situação econômica e as fortes chuvas que abateram São Paulo na última semana. Também faltou foco aos Indignados tupiniquins: o protesto se referia desde a questão da homofobia até a crítica aos partidos políticos. Mas o que me chamou mesmo a atenção foi o aparecimento de máscaras de Guy Fawkes (inclusive na capa da Veja desta semana), tradicionalmente usadas na Noite das Fogueiras (5 de novembro), um festejo popular inglês, e tornadas mundialmente conhecidas pela versão cinematográfica de “V de Vingança”, baseada na graphic novel de Alan Moore. A grosso modo, Fawkes foi uma espécie de Tiradentes da Inglaterra, só que tratado como Judas (traidor).
E dessa salada de frutas toda, o que se tira de conclusão? Diferentemente de movimentos ocorridos no século XVI, no caso de Fawkes, e no século XX, no caso dos hippies, a deflagração de movimentos populares como a Primavera Árabe e “Ocupe Wall Street” possui uma poderosa arma de comunicação, que são as redes sociais baseadas na Internet. Sua organização e difusão viral ocorrem praticamente em tempo real, permitindo que aconteçam simultaneamente em diversas partes do planeta. Outro fator a ser observado é que, apesar dos protestos terem motivações diferentes em cada país, são um sinal importante para governos e atores do mercado financeiro de que a crítica ao capitalismo como o conhecemos não desapareceu com a queda da União Soviética. E os manifestantes tem os fatos a seu favor, pois a crise é fruto de políticas econômicas defasadas que atingem diretamente os 99% da população mundial, para engordar os bolsos do 1% restante, conforme defendem os organizadores. Um outro ponto a ser observado é a descrença nos partidos políticos convencionais, com participação maior dos partidos nanicos de ultra-esquerda.
Movimentos como estes provocam instabilidade nos países onde ocorrem com maior força, o que preocupa dos investidores. Por outro lado, somente a constância das mobilizações pode levar a mudanças sensíveis, como o que ocorreu na Tunísia, Egito e Líbia. Para isso, as redes sociais são, mais uma vez, fonte de incentivo. Já existe um evento registrado no Facebook para relembrar Guy Fawkes no dia 5 de novembro próximo, com a clara intenção de complementar o movimento “Ocupe Wall Street”. É a globalização de um evento inglês, com tom de protesto mundial.
Nenhuma reforma social, política e econômica acontece da noite para o dia, mas, como defendia Marx, começa dos movimentos das massas, hoje mais conscientes que no passado. O Materialismo Histórico cabe bem para explicar estes dias caóticos, mas ainda estamos longe de uma “ditadura do proletariado” ou da ascensão de governos socialistas ou comunistas, no sentido defendido pelo autor de O Capital. O capitalismo precisa se reinventar mais uma vez, deixando de lado o mero acúmulo de capital de lado para dar uma resposta às demandas sociais cada vez mais crescentes em todo o mundo.
Sucesso a todos!

Ações: Grafismo X Fundamentalismo

Olá, pessoal!

Vamos falar hoje um pouco mais sobre mercado de ações, mais especificamente sobre as formas de analisar ações e adquirir informações para escolher quais ações comprar dentre as muitas opções disponíveis no mercado. Basicamente existem duas formas de análise: a análise gráfica e a análise fundamentalista.

A análise gráfica é pautada pelas oscilações e por tendências que se formam a partir destas mesmas oscilações. Este método é objeto de muitas discussões, inclusive com vários livros inteiros dedicados ao assunto, normalmente voltados à operações de compra e venda no curto ou curtíssimo prazo. Além disto, esta forma de análise é cercada de um certo glamour, em função da "fantasia" do heroísmo, de fazer fortuna no mercado de ações de forma bastante destemida e rápida.

Já a análise fundamentalista tem um caráter muito mais voltado ao longo prazo, e prioriza informações advindas do balanço patrimonial, da demonstração de resultado de exercício, da demonstração de fluxo de caixa e outras peças contábeis. Desta maneira, é muito menos discutida do que a análise gráfica, e por ser menos conhecida, menos pessoas aproveitam os seus benefícios, especialmente para quem não dispõe de muito tempo e recursos para o frenético "compra e vende" dos grafistas, que gera custos de corretagem, por cada ordem de compra e venda.

A análise fundamentalista percebe tanto os aspectos internos, ou seja, de gestão da empresa e dos seus indicadores econômicos-financeiros, mas também observa os aspectos externos, de macroeconomia (taxa de juros, inflação, desemprego, PIB, etc...) e de caráter setorial, inclusive de determinações do Estado que possam influenciar os rumos do setor econômico em que a empresa está inserida. Porém, conforme o livro "Warren Buffett e a análise de balanços", de Mary Buffett e David Clark, que li recentemente, mostra que o importante é que a empresa da qual vamos comprar ações, tenha uma vantagem competitiva inegável, o que garantirá resultados por anos a fio.

Vale a pena pesquisar mais a respeito...

Até a próxima, pessoal! 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Pensamentos sobre dinheiro...

O Adriano Duarte, em seus últimos artigos postados neste blog, tem ressaltado aspectos importantes, como o poder do  pensamento em nossas vidas. Ele sempre destaca que só chegam à riqueza, aqueles que tem pensamentos de riqueza, o que me leva a crer que as palavras são um resultado mais concreto desta assertiva, e que em alguns casos antecedem às ações.

Desta forma, trouxe para vocês cinco citações sobre dinheiro e riqueza, que considero muito significativas e dotadas de grande valor:

- "Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico." (Sêneca): um pensamento muito interessante e que em linhas gerais, significa que basta seguir seu caminho, de esforço e dedicação, e não atropelar o rumo da vida, para que a riqueza aconteça, e mais, a riqueza a que Sêneca se refere é soma do lado material e do lado espiritual ou de consciência;

- "Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência." (Henry Ford): é por isso que não adianta simplesmente dar dinheiro. Nem todos estão qualificados a lidar com ele, e nem todos sabem que o dinheiro é uma consequência, é um resultado da soma de sabedoria, experiência e competência.

- "Quando um homem diz: 'O dinheiro compra tudo', a coisa fica clara - ele não tem dinheiro." (Ed Howe): quem tem muito dinheiro sabe disso, ainda que o dinheiro pareça de fato que pode comprar tudo. Além disto, se o dinheiro pudesse comprar tudo, um cara como Steve Jobs não morreria com apenas 56 anos de idade, com a saúde tão debilitada quanto o mundo pôde ver.

- "Perca dinheiro da firma, e eu serei compreensivo. Perca uma migalha da reputação da firma, e eu serei impiedoso." (Warren Buffett): o dinheiro não vale a sua "alma" e por isso mesmo, não deve se sobrepôr aos seus princípios e valores.


- "O rico não trabalha por dinheiro. O pobre e a classe média trabalham por dinheiro. O rico tem o dinheiro trabalhando para ele." (Robert Kiyosaki): é o que mais defendemos neste blog, que você, com sua educação financeira, seja senhor do dinheiro e não o contrário. Quem tem educação financeira, domina o dinheiro e evita ser dominado.

Até mais, meus amigos!!!!! 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A diferença entre o Ser e o Ter

A grande maioria das pessoas tem dificuldades em enriquecer por achar que a riqueza reside no ter, quando na verdade ser rico é um estado de espírito. Uma pessoa possuidora de muitos bens pode ser considerada pobre, enquanto uma pessoa que vive num casebre, com apenas a roupa do corpo, pode ser muito rica. Como isso é possível?
Depende do ponto de vista, partindo de uma definição do que seja a riqueza. Eu, particularmente, adoto a definição do Prof. Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-No-Ie: “riqueza é tudo aquilo que beneficia o homem”. Partindo dessa premissa, podemos dizer que toda e qualquer coisa que torne a vida do ser humano melhor e mais significativa é uma forma de riqueza. O ar que respiramos, a água que bebemos, os alimentos, a educação que recebemos dos nossos pais e professores, nossos livros, são exemplos de riquezas. Mesmo os acontecimentos aparentemente ruins em nossas vidas podem se tornar riquezas de valor inestimável, quando crescemos com elas. Por outro lado, o mero acúmulo de bens pode se tornar um transtorno para qualquer pessoa, quando não existe um suporte emocional e psicológico, conforme discorri em meu artigo anterior.
Enquanto escrevia as primeiras linhas deste artigo, fiquei sabendo da morte de Steve Jobs pelo noticiário. A história dele é bastante rica: embora tenha nascido em situação adversa e sido entregue para adoção, motivos para neura e desânimo de muita gente, seu senso de oportunidade e fé naquilo que ele e Steve Wozniac criavam deu origem a um dos maiores ícones tecnológicos do século passado, sendo, ainda hoje, sinônimo de inovação, qualidade e beleza.
Em uma palestra dada por ele em Stanford, em 2005, Jobs comentou sobre sua demissão da Apple, cerca de 20 anos antes, dizendo que, apesar de ser inconcebível ser demitido da empresa que ele mesmo criou, foi uma das melhores coisas que lhe acontecera. De fato, após ser demitido, Jobs adquiriu a Pixar, que pertencia à LucasFilm e, depois, fundou a NeXT, duas empresas inovadoras que fizeram história. A primeira tornou-se um dos estúdios de animação mais premiados do mundo, hoje pertencente à Disney. A segunda criou um novo sistema operacional, o NeXTstep, sendo adquirida posteriormente pela própria Apple, que consequentemente readmitiu Jobs. O MacOS X, atual sistema operacional da “empresa da maçã”, é um descendente direto do NeXTstep.
A riqueza de Jobs residia em suas visões, seu carisma e sua completa fé no sucesso de seus produtos. Sua influência pessoal era tão grande que ficou conhecida como “Campo de Distorção da Realidade”. Segundo funcionários da Apple, era impossível não se entusiasmar com tudo que Jobs defendia. Mas ele era um perfeccionista, portanto levava credibilidade na qualidade dos produtos que criava. Antes de ter sucesso e fortuna, o fundador da Apple era uma pessoa rica de ideias, autoconfiança e determinação. E conseguia transformar isso em riqueza tangível.
Por tudo isso, podemos dizer também, como defendem os espiritualistas, que a verdadeira origem da riqueza de todos os indivíduos é imaterial. Tudo advém de ideias e sentimentos daqueles que decidem agir para tornar seus sonhos algo concreto. Até mesmo este blog é fruto do pensamento meu e do Marcelo em divulgar a Educação Financeira e seus benefícios para a população brasileira. Um pensamento que é compartilhado por vários consultores e investidores espalhados pelo Brasil, que nos seguem pelo Twitter e nos acompanham pelo blog. Este reconhecimento é a nossa riqueza.
Finalizando, tenhamos em mente que a riqueza nos acompanha onde quer que estejamos, porque faz parte da nossa natureza. Somente seres humanos podem efetivamente dimensionar a riqueza: animais como gatos e cachorros não fazem distinção entre ricos e pobres materialmente falando – acredito que dêem importância material a apenas a um bom prato de comida. Também somos os responsáveis por imputar valor a algo – a precificação é um atributo humano, altamente subjetivo e influenciado por diversos fatores, desde sentimentais até os ambientais e climáticos.
Portanto, considerar-se rico, mesmo sem ter um tostão furado no bolso, não é, de modo algum, um contrassenso. Na verdade, é o primeiro e fundamental passo para a construção de uma sólida prosperidade. Assim, o “ser” antecede ao “ter”, como mostram as biografias de grandes líderes e investidores como Ford, Warren Buffett e o próprio Steve Jobs.
Sucesso a todos!

sábado, 8 de outubro de 2011

Investimentos: Novos tempos e novas estratégias.

Caros,

Nesta semana, tive a oportunidade e a satisfação de fazer um comentário sobre o atual cenário econômico, no I Encontro Nordestino dos Regimes Próprios de Previdência, realizado em Petrolina-PE, representando o Banco do Nordeste junto com o colega Marcos Freire, da Superintendência de Pernambuco.

No meu comentário, entre outras coisas, abordei um importante aspecto do cenário econômico brasileiro: a taxa básica de juros, a Selic, que deverá sofrer cortes progressivos daqui por diante, devendo cair dos atuais 12% ao ano para 9% ao ano no final de 2012, podendo diminuir ainda mais nos anos seguintes (cheguei a ter acesso a projeções de Selic a 5% ao ano, para o final de 2014). Neste cenário fica claro que o Brasil, com a economia mais confiável e sólida depois de 17 anos da implantação do Real, não permitirá mais que o governo pague 45% ao ano de juros por suas dívidas, como acontecia em Março de 1999. Acabou a farra dos investimentos altamente rentáveis e quase sem risco.

Em um cenário como este, qual seria a estratégia de investimentos para os próximos anos? O principal aspecto de qualquer (boa) estratégia agora, deverá ser a busca por investimentos tradicionalmente mais rentáveis que os títulos da dívida pública, principalmente ações e correlatos. Ainda em termos de títulos da dívida pública, destacam-se os NTN-B, cuja rentabilidade se baseia na inflação mais juros de 6% anuais, são uma boa opção para a parcela de seus investimentos com objetivo de preservação do capital.

Enfim, o que muda com esta nova situação, é que quem deseja alcançar a independência financeira precisará fugir do "lugar comum" de emprestar dinheiro ao governo, e vai ter de estudar outras alternativas, sob pena de em algum momento obter rentabilidade inferior até à caderneta de poupança.
  
Até mais, meus amigos!!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A medida da filantropia

Nas poucas vezes que assisto aos programas de TV dominicais, geralmente me interesso pelos quadros filantrópicos, aqueles em que a produção do programa recebe cartas pedindo para reformar casas e/ou melhorar a qualidade de vida de algum telespectador. Acho muito interessante a reação das pessoas envolvidas direta ou indiretamente nestes “atos de caridade”, bem como a questão da espetacularização dos supostos bons atos.
Obviamente, em toda essa suposta bondade dos apresentadores de TV e seus patrões, há uma grande jogada de marketing que movimenta milhões de reais a cada programa. A cada momento em que se conta a história do beneficiário da caridade, explicita ou implicitamente aparecem as logomarcas das empresas patrocinadoras do quadro ou da doação específica.
Até aí, nada de mais: acho importante e justo que as empresas promovam seus produtos e imagem através de ações como essas, numa tendência muito semelhante a das empresas sociais, que abordei aqui. A questão que levanto é: até que ponto um ato de caridade como este está realmente beneficiando seu recebedor?
Certo domingo assisti a um desses quadros, onde foi mostrado um retirante nordestino que vivia em condições subumanas com sua família na cidade de São Paulo. O programa ofereceu ao cidadão o retorno dele de volta à cidade de origem, com uma casa totalmente equipada com piscina desmontável e outros mimos. A notícia correu na pequena cidade do interior do Ceará e o beneficiário foi recebido como herói. Enquanto o quadro era mostrado, eu me perguntava: “como este rapaz irá sustentar sua família com uma casa tão repleta de coisas, e onde terá despesas que talvez não tivesse em São Paulo, como conta de água, luz, gás, etc.? O que vai garantir que ele não se sentirá obrigado a voltar a tentar a sorte em São Paulo?” Entretanto, no fim da atração, apareceu um representante da prefeitura da cidade anunciando que o retirante teria um emprego garantido naquela administração. Pensei comigo mesmo: “Menos mal...”
Em outro programa, um rapaz sulista, que com os filhos trabalha em um show circense, pediu a reforma da casa dos pais, feita de madeira e com mais de 50 anos de existência. Devido às condições da casa, não foi possível reformar, então construíram outra nova, de alvenaria. Neste caso, fizeram uma casa fantástica, com tudo o que há de mais moderno, inclusive sistema de segurança com circuito interno de TV. Neste caso, ficou a pergunta no ar: e as despesas extras de energia e água, quem vai arcar? Mesmo que o filho ajude nos custos, não teria sido melhor oferecer algo mais simples, que ficasse mais na realidade de vida deles?
Diz o ditado que “a cavalo dado, não se olha os dentes”. Entretanto, um caso como este último pode se tornar um verdadeiro “cavalo de Tróia”, “presente de grego”. Embora a vida ganhe uma qualidade acima do esperado para aquelas famílias humildes, o custo disso também pode ficar muito acima da capacidade dos mesmos, exceto se for oferecido juntamente alguma forma de aumentar a renda destas famílias. É como ganhar na MegaSena sem ter a mínima ideia do que fazer com tanto dinheiro junto. Com a mesma facilidade com que se ganha, pode-se perder tudo.
Por isso, advogo o pensamento da riqueza sustentável, a qual é construída pela educação para a riqueza – e onde se inclui a educação financeira. Para sermos ricos, precisamos saber o que é riqueza – que é bem diferente de ter dinheiro ou posses – e prepararmo-nos para possuir bens sem sermos possuídos pelos bens. Ser rico é muito mais atitude que propriedade. Abordarei mais sobre o assunto num próximo artigo.
Não acho errado que as pessoas procurem os programas de TV ou joguem nas loterias para tentarem a sorte e, quem sabe, mudarem radicalmente de vida. Na verdade, quem consegue chegar lá estão banhadas de muita sorte. Contudo, mais difícil que conseguir realizar o sonho é mantê-lo. E pra isso não basta só contar com a sorte. É preciso um forte alicerce psicológico e ideológico para manter-se motivado diante de adversidades que podem ocorrer quando se muda o padrão de vida. Esse alicerce não é oferecido pelos programas de TV, que visam unicamente promover empresas e produtos.
Sucesso a todos!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Como usar o cartão de crédito

Meus Caros,

Tenho percebido que recentemente vem acontecendo uma discussão mais intensa a respeito do papel do cartão de crédito nas finanças das famílias, por ser um instrumento de compra amplamente utilizado, que de fato é útil no cotidiano, mas que também tem um potencial altamente destrutivo para a organização financeira das pessoas, se mal utilizado.

Em vista do potencial destrutivo que o cartão de crédito possui, costuma-se dizer que todas as compras devem ser pagas à vista, mas eu pergunto: quantas pessoas poderiam comprar uma geladeira nova, caso a sua quebrasse hoje? Aí é que entra o cartão, que se for bem utilizado e cujas parcelas forem colocadas adequadamente em seu orçamento, torna-se um financiamento sem juros, uma boa opção de compra.  

O potencial destrutivo a que me refiro está relacionado aos juros cobrados em caso de atraso ou de pagamento inferior ao valor mínimo da fatura, que atualmente estão entre os mais caros do mercado, em alguns casos superando 12% ao mês. Para se ter uma idéia, R$ 100,00 não pagos, a 12% mensais, significam:

Após 12 meses = R$ 389,60.
Após 24 meses = R$ 1.517,86
Após 36 meses = R$ 5.913,56
Após 60 meses = R$ 89.759,69
Após 120 meses = R$ 80.568.025,50

Mesmo assim, há quem utilize uma estratégia que considero de alto risco, que consiste em pagar todas as contas com o cartão de crédito, ganhando assim um prazo a mais para de fato arcar com os pagamentos. Esta estratégia exige muito auto-controle e um possível ganho financeiro seria o de investir o dinheiro durante 30 dias, um pouco menos ou um pouco mais, em investimentos conservadores, afinal os riscos são muito altos no curto prazo.

Imaginemos que as contas de uma família, cujo pagamento foi postergado por 30 dias no cartão de crédito, somem R$ 3.000,00 e o dinheiro tenha sido aplicado na caderneta de poupança, com rendimento de 0,6%. O ganho será de R$ 18,00, o que é pouco para tanto auto-controle, não acham?

Outro problema está no fato de que algumas pessoas tem muitos cartões (mais de 10 em alguns casos) e atribuo parte deste problema ao que chamo de financeirização das empresas comerciais. Toda grande loja tem seu próprio cartão de crédito e só concede parcelamentos mais longos para compras pagas com seu próprio cartão. Desta maneira, quem tem 10 cartões de crédito precisa de um controle muito maior do que quem usa 3 cartões, assim como um malabarista que faz manobras com 3 malabares precisará de menos esforço do que um que use 10 malabares.

Além disto, precisamos entender que o limite do cartão de crédito não é uma extensão do nosso salário, ou seja, teremos que pagar pelo uso deste limite. As operadoras concedem limites normalmente altos, criando a ilusão de que somos "VIPs" e nos estimulando a gastar. Uma armadilha que pode ser driblada com planejamento por quem conhece bem o seu orçamento (clique aqui) e poderá destinar um determinado valor mensal a gastar com parcelas de cartão de crédito. Se você ganha R$ 3.000,00, limite as suas faturas a um valor máximo R$ 300,00.

Então, o "segredo" para o bom uso do cartão de crédito é o bom senso. Ninguém precisa ter mais de 2 cartões com bandeiras diferentes, sendo que um deles seria usado apenas para emergências, a exemplo de problemas com o cartão principal.

Até mais, meus amigos!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Casamento e filhos: despesa ou investimento?

Não é difícil encontrar entre nossos amigos, no convívio diário ou nas redes sociais, comentários sobre as agruras de um casamento e de se ter filhos. Para muitos, os tempos estão “bicudos”, casar não é uma opção, cônjuge e filhos são uma fonte de despesas constante, além da perda da liberdade individual.
Outras pessoas, porém, advogam um pensamento antigo (muito comum entre nossos avós) de que os filhos são a garantia de uma aposentadoria tranquila na velhice, ou que deve-se procurar um bom partido, preferencialmente com grandes dotes econômicos, para ter uma vida conjugal confortável e feliz. Nada mais equivocado!
Se assim fosse, famílias com muitos filhos seriam economicamente mais ricas que aquelas com menos filhos. Contudo, a limitação da quantidade de filhos também não determina o grau de acúmulo de riqueza das famílias. Por outro lado, casamentos por interesse financeiro desfazem-se com grande facilidade, geralmente deixando os “interesseiros” em situação igual ou pior do que antes do casamento. Então, quem está certo?
Em se tratando de homens, principalmente, partilho de uma velha máxima que defende que “homem solteiro não gera patrimônio”. Isso porque o solteiro costuma ser imediatista, farrista e altamente gastador. Afinal, a solteirice não significa clausura e castidade para a maioria deles. Pelo contrário, significa noitadas homéricas, várias parceiras (estas, sim, as verdadeiras fontes de despesas), carro superequipado com o que há de mais moderno para impressionar os amigos e as paqueras, etc. Como todo bom investidor sabe, automóveis também não são um bom investimento, a não ser que você seja especialista nisso e não modifique o carro que irá (re)vender, para que o mesmo não perca o valor no momento da negociação.
Homens casados possuem, quando não permanecem com o ranço da vida de solteiro – fonte de discussões entre os casais, um pensamento mais ligado à família, ao conforto dos seus entes queridos e à busca de um futuro melhor, mais tranquilo e previsível. Por isso focam naturalmente na aquisição do imóvel próprio, em um carro com perfil mais “família”, e no progresso profissional e financeiro.
Meu exemplo pessoal é bastante ilustrativo. Desde que me casei, meu poder aquisitivo mais que triplicou. Detalhe: minha esposa não trabalha fora. E, especialmente no ano de nascimento de nossa primeira filha, surgiram oportunidades de progresso pessoal e profissional que me surpreendem até hoje: uma pós-graduação totalmente paga pela empresa onde trabalho, troca do carro em condições vantajosas, mudança para o apartamento novo, promoção dentro da empresa para uma função gerencial com diversos privilégios inerentes à função, entre outros. Tudo isso eu credito, além das boas graças de Deus, a uma questão de atitude pessoal: por anos venho adotando o pensamento preconizado pelo Prof. Masaharu Taniguchi de que “os filhos vêm com sua própria Prosperidade”. Enquanto a maioria das pessoas pensa que com os filhos virão despesas e preocupações, eu afirmo que minha filha é um canal por onde flui a Prosperidade. E tenho recebido na medida de minhas afirmações.
Com efeito, gastamos muito pouco com o enxoval dela; a maior parte das roupas e acessórios foram presentes de parentes e amigos. Ganhamos tantos pacotes de fraldas que não precisamos nos preocupar com isso pelos próximos seis meses! Aos três meses de idade, ela ainda se alimenta exclusivamente de leite materno, que minha esposa produz abundantemente, sendo obrigada a usar absorvente para os seios. Tudo isso é sinal de Prosperidade, afeta diretamente na saúde financeira e define o futuro da família. Não penso nem desejo que nossa filha nos ampare na velhice, pois essa é uma responsabilidade minha e de minha esposa no momento presente. Mas o que nos acontece hoje nos ajudará no futuro.
Mesmo famílias pobres conseguem sobreviver com um grande número de filhos devido ao pensamento comum de que “onde vivem x, vivem x+1”. E destas famílias podem emergir pessoas de grande potencial que tornam-se altamente prósperas, tirando toda a família da situação de pobreza.
Portanto, consideremos a vida conjugal e a maternidade como fases naturais de nossas vidas, que trazem em si mesmas as suas quotas de Prosperidade. E sejamos sábios na utilização destas dádivas na construção de um futuro feliz para nós mesmos e para nossos filhos.
Sucesso a todos!

sábado, 24 de setembro de 2011

O brasileiro sabe poupar?

Caros,

Outro dia, eu estava lendo uma reportagem do infomoney, a partir de uma pesquisa realizada pela Fecomercio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro), sobre os hábitos de poupança dos brasileiros e o principal resultado da pesquisa foi: 77% dos brasileiros aplicam recursos na caderneta de poupança, sendo que 45% o fazem com objetivos de longo prazo ou para arcar com eventualidades.

Vejo esta informação com surpresa e alegria, por imaginar que fosse muito menor o percentual de brasileiros que aplicasse dinheiro em qualquer modalidade de investimento. É um sinal de que existe a consciência da necessidade de poupar, o que não é pouco!

Além disto, a pesquisa traz outras importantes informações: 

- 19% dos brasileiros prefere guardar seu dinheiro em casa em vez de investir.

- 4% dos brasileiros investem em outras formas de investimento.

Esta é uma prova de que há muito ainda a fazer e um dos motivos do Brasil precisar investir (e muito) em educação financeira, já que cruzando as informações, verificamos que tanta adesão à caderneta de poupança não é parte de uma estratégia de diversificação dos investimentos, mas sim mero desconhecimento das possibilidades existentes.

Até a próxima, pessoal!!!!!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Comprar ou consertar? O que fazer?

Olá, pessoal!

Entre as inúmeras decisões de compra que precisamos tomar todos os dias, podem surgir decisões do tipo "comprar novo ou consertar o velho?", então surge a dúvida sobre até que ponto vale mesmo a pena consertar o produto antigo. Dizem que no Japão a população é tão abastada, que nunca consertam seus produtos, simplesmente jogam fora e compram novo. Eu não sei se isto é verdade, apenas sei que no Brasil não somos tão ricos assim e que em algumas situações, consertar ainda é a melhor alternativa.

Entretanto, esta não é uma decisão unicamente financeira. Para alguns prevalece a lógica de que os produtos antigos eram fabricados para durar bastante tempo, diferentemente dos atuais, o que justificaria pagar para consertar, mesmo por um valor superior ao de um produto similar novo. Para outras pessoas, sempre é melhor comprar um produto novo do que pagar pelos consertos, mas como devemos proceder?

Os especialistas em defesa do consumidor defendem uma avaliação simples de fazer, como forma de decidir entre consertar um produto quebrado e comprar um produto similar novo. Basta verificar se o preço do conserto é inferior a 60% do valor de um produto novo de similar qualidade. Se for, o melhor a fazer seria consertar, do contrário, sendo igual ou superior, comprar um novo será a melhor alternativa. Para saber mais a respeito, clique aqui.

Vale a pena ressaltar que esta conta se refere a produtos fora dos prazos de garantia, evidentemente.

Até a próxima, pessoal!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Boas Intenções S.A.


Recentemente li a matéria na Pequenas Empresas Grandes Negócios de agosto deste ano sobre as empresas que ganham dinheiro com atividades ligadas à sustentabilidade e ao bem estar social. Trata-se de uma importante área de negócios que vem se expandindo gradualmente e que encontra terreno fértil nas incertezas da economia mundial após crise de 2008.
Um dos pontos que me chamou atenção na matéria foi a diferenciação entre as ditas “empresas sociais” e as ONGs. Havia uma ideia generalizada de que só se podia fazer um trabalho de apoio a comunidades desassistidas ou qualquer atividade de cunho social através de uma entidade sem fins lucrativos. E que estas atividades deveriam ser amparadas por doações. Felizmente, essa ideia fixa está caindo por terra e até mesmo a quantidade de ONGs vem diminuindo, permanecendo aquelas que realmente possuem uma visão empresarial inerente aos seus trabalhos.
Sendo um entusiasta do Software Livre, tenho contato com algumas comunidades de desenvolvedores e uma das coisas que me incomoda quando converso com eles sobre negócios é a mentalidade de ONG que permanece em alguns líderes destas comunidades, mesmo quando querem transformar seus produtos e/ou serviços num negócio lucrativo. “Não temos dinheiro para comprar servidores dedicados e notebooks para a equipe, então vamos pedir doações a alguma empresa ou instituição...” - isso é impensável, quando se trata de empresas, mas canso de ouvir coisas assim desses líderes. Ou mesmo “vamos desenvolver um novo discador de internet”, desperdiçando esforços com produtos que já existem ou áreas que já estão saturadas de soluções, apenas por comodismo ou por limitação pessoal. Mesmo que o propósito seja social, o empreendimento deve ser pensado visando a sustentabilidade, com uma equipe altamente capacitada e motivada e com produtos com grande potencial de mercado.
As empresas que aparecem na reportagem da PEGN são pioneiras ou destacam-se em suas respectivas áreas de atuação, e é possível perceber que, apesar de algumas apresentarem faturamento reduzido se comparado a congêneres sem o foco no social, os resultados para os empresários envolvidos estão mais ligados à satisfação pessoal e à sensação de estar contribuindo para a coletividade. Na verdade, mesmo as empresas tradicionais estão percebendo que, para manter seus talentos, é necessário dar um sentido maior às suas atividades, além do “mero” lucro.
Quando pensamos em Enriquecimento Total, também pensamos nessa dimensão maior do ato de enriquecer. “Quero enriquecer PRA QUÊ?” - esta é a pergunta que devemos nos fazer constantemente. A resposta a esta pergunta é o que nos motiva para fazermos as mudanças comportamentais necessárias para atingirmos este objetivo. Wallace T. Wattles diz em A Ciência para Ficar Rico que, para que possamos contribuir efetivamente com a sociedade, devemos enriquecer. Em outras palavras, tornar-se rico seria uma espécie de “dever cívico”. Concordo em parte com ele: podemos contribuir para o bem estar público mesmo sem termos dinheiro, e até enriquecer com isso; mas tornar-se rico deveria ser o dever de todo cidadão, como forma de promover maior bem estar social.
A empresas sociais estão mostrando um caminho nesse sentido, e isso é apenas o início. Acredito que ainda existem muito mais oportunidades inexploradas, esperando por empreendedores de mente ampla e de visão de longo prazo, que consigam enxergar fortunas onde o cidadão mediano não consegue ver nada de útil. Para isso é preciso inovar na forma de conduzir os negócios, no tipo de retorno esperado para o negócio e na maneira de transformar o retorno em sustentabilidade. Afinal, nos empreendimentos sociais o dinheiro não é o único tipo de resultado que pode ser obtido: existe o ganho de imagem, por exemplo, que pode ser posteriormente transformado em retorno financeiro. Cumpre ao empreendedor saber como e com quem fazer essa conversão de maneira vantajosa para todos os envolvidos.
Sucesso a todos!

domingo, 11 de setembro de 2011

Finanças Pessoais: vamos ser realistas!

Caros,

Na semana passada, eu li o livro "Livre-se das dívidas", de Reinaldo Domingos. A obra trata, evidentemente, do endividamento, que é um aspecto que interessa a muitos brasileiros e além disto, foca nas questões de: superação do endividamento, que pode derivar em construção da independência financeira, e definição de dívidas de valor e dívidas sem valor, ou seja, dívidas que "precisam" ser contraídas e dívidas que não precisamos contrair.

Em suma, é um bom livro, com boas explicações sem sombra de dúvida, mas não é este o aspecto que quero destacar aqui. O que eu quero discutir é um exemplo dado no livro, que não o desabona, mas que ilustra uma questão já abordada neste blog (clique aqui), sobre exemplos nem sempre realistas e que fazem parecer que alcançar objetivos financeiros é mais fácil do que de fato é.

O exemplo que questiono no livro é sobre a compra de um imóvel, cujo financiamento poderia ser substituído por um investimento mensal de R$ 634,00 mensais, além da permanência em um imóvel alugado, pagando R$ 400,00, durante 9 anos. Sinceramente, ainda que meramente hipotético, eu não consigo conceber tal exemplo como razoável para locais de alto custo de vida como Salvador e outras capitais, ainda mais considerando que uma família que pode economizar este valor para comprar um imóvel, opte por morar em um imóvel tão simples, que é o possível de alugar com R$ 400,00 mensais. Além disto, ao longo de 9 anos, haveriam reajustes anuais do aluguel, que ao longo deste período estaria em um valor muito maior, produzindo um resultado diferente para a estratégia.

Desta maneira, ressalto aqui a necessidade de aproveitar sim estes conhecimentos sobre  finanças pessoais e propostas de estratégia, mas de forma crítica, refletindo sobre sua viabilidade e adequação, o que nem sempre acontece. Você pode estar perguntando: "mas é possível alcançar as diferentes realidades financeiras?" Claro que não, mas os exemplos podem sim e devem (ou ao menos tentar), refletir a realidade da maioria.

Até a próxima, pessoal!!!!!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A melhor maneira de economizar

Olá, caros leitores!

Nós já falamos uma vez neste blog sobre a importância do orçamento para a independência financeira (clique aqui), ressaltando sempre que não pratiquemos apenas uma mera economia ou por sovinice, mas sim o aproveitamento eficiente de seu dinheiro.

Hoje, vamos aprofundar esta discussão, tratando mais detalhadamente sobre o que podemos fazer para ser mais eficiente no uso do nosso dinheiro, e portanto, ter um orçamento devidamente ajustado e que será o trampolim para a nossa independência financeira.

No artigo que foi citado, abordamos as despesas, sugerindo de forma menos aprofundada a proposta de José Pio Martins, em seu livro "Educação Financeira ao Alcance de Todos”, de dividir as despesas em: obrigatórias fixas, obrigatórias variáveis, não-obrigatórias fixas e não obrigatórias variáveis. Agora, falaremos em mais detalhes:

- Obrigatórias Fixas: são despesas essenciais, cujo valor é conhecido, e que só poderiam ser reduzidas mediante medidas radicais. Ex: aluguel e condomínio.
- Obrigatórias Variáveis: também são despesas essenciais, mas que podem ser reduzidas. Ex: alimentação e vestuário.
- Não-Obrigatórias Fixas: são despesas não-essenciais e que só podem ser eliminadas, não podendo ser reduzidas. Ex: título de clube.
- Não-Obrigatórias Variáveis: despesas não-essenciais, que tanto podem ser eliminadas quanto ajustadas. Na minha opinião, são as primeiras que devem  ser consideradas para o ajuste orçamentário. Ex: TV por assinatura, cinema, salão de beleza, celular, livros, CDs, etc...

Sabendo quais são as despesas de cada grupo, teremos um caminho de ajustes a traçar, começando pelo que for mais fácil de controlar e depois, evoluindo para o que for mais difícil de ajustar, considerando se há viabilidade, evidentemente. Além disto, voltando ao artigo que citamos, é importante que o controle seja constante.

Desta forma, seremos mais eficientes no uso do nosso dinheiro, além de que o orçamento nos revelará se precisamos aumentar a nossa renda, além de economizar, afinal, nem sempre o problema é com as nossas despesas, ainda mais para quem reside nas capitais com altos custos de vida (Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, por exemplo).

Um abraço a todos e até a próxima!!!!!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Economia global: o que eu tenho a ver com isso?

Amigos,

Normalmente, quando falamos de educação financeira, pensamos em questões relacionadas ao orçamento familiar e relacionadas ao comportamento do consumo das famílias, ou seja, questões individuais. Entretanto, nós vivemos em uma economia capitalista, e principalmente, globalizada. O que isto significa? Que fatores da economia global vão interferir nas suas decisões financeiras, ainda que não seja tão fácil estabelecer esta ligação.

O governo brasileiro, em função de acontecimentos ocorridos na economia de outros países, pode optar por aumentar a taxa de juros, com o objetivo de frear a inflação, através da diminuição do consumo. Para o seu bolso, o que isto significa? Uma chance de melhorar a rentabilidade de suas aplicações, e portanto, um belo estímulo para investir. Além disto, pode significar também um estímulo para consumir de forma mais eficiente, buscando os melhores preços, já que a diminuição do consumo costumeiramente provoca a queda dos preços.

Outro aspecto em que a economia global interfere, é no consumo de bens importados. As oscilações do câmbio poderão justificar a escolha por produtos importados frente aos similares nacionais, desde que, evidentemente, sejam comprados diretamente no exterior, já que os impostos cobrados são altíssimos sobre este tipo de aquisição.

O mercado de ações costuma ser afetado por ocorrências na economia mundial. No caso da atual crise, o mercado brasileiro de ações está período de muitas oscilações, com fortes baixas registradas nas últimas semanas. Desta forma, como as perdas não são em função da gestão das empresas brasileiras, existem boas oportunidades de compra, que podem ser aproveitadas.

Em suma: o noticiário econômico precisa fazer parte das fontes de informação que contribuirão em seu processo de independência financeira. Entender os aspectos básicos da dinâmica da taxa de juros, do câmbio e da tributação são conhecimentos importantes para suas decisões financeiras.

Até a próxima, meus amigos!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ações: dá para começar com pouco...

Amigos,

Há um pensamento comum a respeito do mercado de ações, que define-o como uma modalidade de investimento cara, que exige montantes de dinheiro bastante elevados. Consideremos que uma ação preferencial da Petrobras custava (em 25/08/2011) R$ 19,86. Tendo em vista que o lote contém 1.000 ações, o investimento em apenas um lote seria de R$ 1.986,00 (ignorando os custos adicionais, de corretagem, emolumentos e custódia). Para um pequeno investidor seria inviável, ou quase, praticar uma estratégia de diversificação de ações.

Entretanto, há uma possibilidade ainda pouco comentada, que cai como uma luva para o pequeno investidor: o mercado fracionário, ou seja, como o nome diz, é a negociação de frações de lotes de ações. Assim, o investidor pode adquirir, por exemplo: 5 ações preferenciais da Petrobras, 4 ações ordinárias da Vale, etc... As chances de diversificar os investimentos aumentam exponencialmente, ainda que haja uma pequena desvantagem, representada pelos preços normalmente um pouco mais altos para compra e um pouco mais baixos para venda, em relação ao mercado convencional.

A desvantagem que citei acima não precisa ser um empecilho, ainda mais quando pensamos o investimento em ações para o longo prazo, construindo uma carteira de ações ao longo do tempo, com investimentos regulares, ainda que os valores sejam mais modestos. Esta regularidade vai ajudar a diluir os custos adicionais (emolumentos, custódia e corretagem) em um número cada vez maior de ações, contribuindo para a rentabilidade.

Até a próxima, meus amigos!

domingo, 21 de agosto de 2011

Restituição do Imposto de Renda: o que fazer com ela?

Amigos,

Estou postando uma entrevista (clique aqui) que concedi por telefone ao excelente jornalista Jefferson Beltrão, da Rádio CBN Salvador, no dia 15/06/2011, abordando possibilidades para o uso do dinheiro que vem da restituição do Imposto de Renda.
Então, espero que gostem e consigam extrair alguma idéia que facilite a vida de vocês.

Forte abraço e até a próxima!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

É fácil enriquecer no Brasil?

Olá, Pessoal!

O Brasil é um país que sob diversos aspectos chama a atenção. Charles de Gaulle, presidente francês, chegou a dizer uma vez: "O Brasil é um país que não deve ser levado a sério". Diante de uma série de coisas que acontecem por aqui, fica mesmo difícil refutar esta afirmação, e agora vamos falar de uma delas, fundamental para o nosso processo de independência financeira: a ambiência.

Muitas publicações já nos apresentaram pesquisas mostrando que a ambiência no Brasil, para o empreendedorismo, passa longe do ideal. A exagerada burocracia e a asfixiante carga tributária, especialmente sobre o emprego, exigem competência extra dos nossos empresários, dificultando a sobrevivência das empresas. Transportando esta realidade para as famílias, mesmo desconhecendo a existência de pesquisas a respeito, concluo que o Brasil é um país no qual o processo de enriquecimento vai se tornando mais fácil a cada "degrau" superado.

O que há de errado nisto? O erro é que em países sérios, ao contrário do Brasil, enriquecer é gradativamente mais difícil a cada "degrau" superado. Isto garante uma melhor distribuição de renda, mas onde está o nosso problema? Nos impostos, que são cobrados em demasia nos produtos essenciais à sobrevivência digna, ou seja, que pesam muito mais nos orçamentos das famílias menos favorecidas. Sendo assim, a carga tributária brasileira, como já se sabe, é feita sob medida para os mais ricos.

Este, meus amigos, é mais um motivo para aprofundarmos nossos esforços para melhorar nossa educação financeira. Nosso país coloca obstáculos que só podem ser superados com muito esforço e conhecimento. A nossa proposta é que você invista nisto. Invista no seu futuro! 

Até mais, pessoal!!!!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A Crise?


Anos atrás assisti a um filme francês chamado “A Crise?”, uma comédia dirigida por Coline Serreau, conhecida por ter dirigido a versão original (em francês) do filme “Três solteirões e um bebê”. O filme conta as aventuras e desventuras de um homem que vive uma crise conjugal e vai buscar um ombro amigo. Mas antes que possa desabafar, seus amigos começam a contar os próprios dramas pessoais e o protagonista acaba virando um confidente de todos. A lição que o filme traz é que, antes de querermos ser ajudados, devemos ajudar: ao ajudar os outros, acabamos resolvendo os nossos próprios problemas.
Outra lição importante do filme é que os problemas sempre estão dentro de nós mesmos. Acreditamos que algo ou um fato nos prejudica, mas na maior parte dos casos trata-se de um pré-julgamento de nossa parte, que nos impede de ver a realidade de maneira mais ampla e, consequentemente, de tomar as atitudes mais adequadas para contornar a situação incômoda.
Este é um ponto a ser considerado por todos aqueles que, hoje, se sentem ameaçados pela crise que se abateu na economia mundial. Vivemos a mesma situação do protagonista de “A Crise?”: chorando as pitangas de ações em queda e economias, antes consideradas seguras, hoje não tão confiáveis, vamos em busca de “investimentos amigos” que nos salvaguardem do pior. Contudo, ao analisarmos o mercado de investimentos como um todo, observamos que a dita crise afeta a todos, indistintamente. E todos os analistas financeiros alertam que este não é o melhor momento para se desfazer de posições, ou seja, não se deve vender ativos. Pelo contrário, se tiver algum dinheiro que possa investir, o aplicador deve estar preparado para comprar assim que a crise começar a dar sinais de melhora, antes que os ativos se valorizem.
Apesar de mexer com números e estatísticas aparentemente frias, como nas ciências exatas, a Economia é considerada uma ciência humana. Por quê? Justamente pelo fato de sua área de atuação estar sempre oscilando conforme o humor dos seres humanos. Somos nós que valoramos mercadorias e títulos, estabelecemos o rating de países e empresas, decidimos comprar ou não comprar ativos, enfim, nós é que estabelecemos as épocas de prosperidade e de recessão. Os grandes investidores sabem muito bem disso e se valem de suas posições para influenciar as bolsas e os mercados, visando benefícios para si e para seus iguais.
Portanto, antes de começar a se descabelar com as perdas sofridas nos últimos anos ou de tomar ojeriza por investimentos de risco, devemos fazer o nosso dever de casa: analisar os acontecimentos com bastante calma e cautela, evitar tomar decisões no calor das emoções e procurar oportunidades dentro da crise aparente. Precisamos evitar a todo custo o “efeito rebanho”, ou seja, dar uma de “maria vai com as outras” e fazer o que todo mundo está fazendo. Pois, como certa vez me disse um palestrante, “o caminho pra onde todos estão indo me afasta cada vez mais do sucesso; por isso, sigo o caminho contrário”.
Sucesso a todos!

sábado, 13 de agosto de 2011

ETFs: mais uma possibilidade de investir em ações

Olá, pessoal!

Eu imagino que ao ler o título deste artigo, você possa ter se perguntado alguma coisa do tipo "esse cara é doido? O mercado de ações numa pior e ele vem me falar em mais possibilidades de investir de ações...", mas eu ressalto: não enlouqueci. Apenas estou trazendo uma questão que já queria abordar há algum tempo e como o mercado de ações é o assunto do momento (ou um dos mais importantes), achei que seria pertinente.

O que mais é destacado quando o assunto é bolsa de valores ou mercado de ações? O índice IBOVESPA, que reflete o desempenho de uma carteira teórica de ações, que representam cerca de 80% dos negócios. É um termômetro do humor do mercado e isto nós já falamos aqui no blog anteriormente. Este é o mesmo princípio que fundamenta os ETFs.

Por sua vez, os ETFs (Exchange Trade Funds) ou Fundos de Índices são, conforme definição da Bovespa (clique aqui), fundos cujas cotas são vendidas no mercado como se fossem ações, mas que são carteiras de diversas ações, ou seja, ao invés de comprar ações uma a uma, o investidor compra cotas de ETFs e adquirem indiretamente diversas ações de uma só vez.

Sendo assim, os investimentos em ETFs são uma possibilidade bastante interessante para compor sua estratégia de investimento em ações, ou de forma mais ampla, sua estratégia rumo à independência financeira, devido ao baixo valor inicial necessário e à diversificação dos investimentos.

Até mais, meus amigos!!!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Bolsa de Valores: Não perca o sono, nem mesmo durante a crise!

Olá, Amigos!

Uma "segunda onda" da crise econômica iniciada em 2008 está produzindo resultados nefastos nas economias de diversas potências econômicas, com óbvio destaque para a maior delas: os Estados Unidos, que nesta semana perderam seu status de segurança absoluta em relação à adimplência dos títulos de sua dívida pública.

Esta situação se reflete em todos os mercados de ações mundo afora. Ontem, o Ibovespa apresentou queda de 8,08%, chegando a 9,7% nos momentos mais críticos. O que isto significa? Que há muito mais vendedores do que compradores atuando no mercado, o que pressiona os preços para baixo. Além disto, evidencia-se um "efeito manada" guiado exclusivamente pelo pânico, pelo lado emocional, sobre o qual já comentamos neste blog anteriormente (clique aqui).

Particularmente, acredito que este é um momento fantástico para compra, considerando que a queda dos preços das ações pouco ou nada tem a ver com os fundamentos das nossas empresas e que mais à frente deverá haver uma recuperação, premiando quem teve paciência e equilíbrio emocional de investir na hora certa: esta. Entretanto, para tal é preciso que o investidor já tenha feito testes de perfil, para entender qual é a melhor combinação de investimentos, afinal investir não deve tirar o sono de ninguém! 

Para quem está com dinheiro investido em ações, sugiro aguardar e evitar a realização de prejuízos, entendendo que no capitalismo as crises sempre ocorrerão. Esta não é a primeira e com certeza não será a última.

Até a próxima, pessoal!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Tesouro Direto: uma alternativa de independência financeira

Olá, Caros Leitores!

Lendo este artigo no blog do Educador Financeiro André Massaro (clique aqui), verifiquei que o número de investidores no Tesouro Direto vem crescendo em boa proporção, o que se configura em um importante fenômeno de Educação Financeira, mas você pode estar se perguntando: "o que é esse tal de Tesouro Direto?"

O Tesouro Direto é a compra e venda de títulos da dívida pública, do Governo Federal. Quando adquirimos títulos, estamos financiando ou emprestando dinheiro ao Governo Federal, para que realize investimentos, que trazem retorno inclusive financeiro (alternativa mais adequada) ou possa arcar com suas despesas de salários e outros custeios (alternativa menos adequada), que não trazem retorno financeiro. Quando vendemos os títulos, recebemos o valor investido acrescido de juros, ou seja, é como se cobrássemos o Governo Federal por suas dívidas. O Tesouro Direto também é considerado uma alternativa de investimento de baixo risco.

O motivo principal deste aumento na demanda pelo Tesouro Direto, em minha opinião, se dá pela rentabilidade, que é aumentada pelo fato de que não há cobrança de taxas de administração por parte de bancos ou outras instituições financeiras, o que nos remete a outro artigo publicado neste blog (clique aqui). Então, percebe-se que há uma busca por alternativas que proporcionem melhores resultados.

No caso do Tesouro Direto, a rentabilidade normalmente é muito mais atraente que a da caderneta de poupança, com risco menor que o envolvido no mercado de ações, o que faz deste investimento um "meio-termo", que se faz importante para qualquer estratégia de independência financeira.

Além disto, significa também que os investidores estão menos acomodados e mais dispostos a conhecer melhor a dinâmica de mercado desta modalidade de investimento, outro ganho importante para quem está aplicando.

Até a próxima!