segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Economia global: o que eu tenho a ver com isso?

Amigos,

Normalmente, quando falamos de educação financeira, pensamos em questões relacionadas ao orçamento familiar e relacionadas ao comportamento do consumo das famílias, ou seja, questões individuais. Entretanto, nós vivemos em uma economia capitalista, e principalmente, globalizada. O que isto significa? Que fatores da economia global vão interferir nas suas decisões financeiras, ainda que não seja tão fácil estabelecer esta ligação.

O governo brasileiro, em função de acontecimentos ocorridos na economia de outros países, pode optar por aumentar a taxa de juros, com o objetivo de frear a inflação, através da diminuição do consumo. Para o seu bolso, o que isto significa? Uma chance de melhorar a rentabilidade de suas aplicações, e portanto, um belo estímulo para investir. Além disto, pode significar também um estímulo para consumir de forma mais eficiente, buscando os melhores preços, já que a diminuição do consumo costumeiramente provoca a queda dos preços.

Outro aspecto em que a economia global interfere, é no consumo de bens importados. As oscilações do câmbio poderão justificar a escolha por produtos importados frente aos similares nacionais, desde que, evidentemente, sejam comprados diretamente no exterior, já que os impostos cobrados são altíssimos sobre este tipo de aquisição.

O mercado de ações costuma ser afetado por ocorrências na economia mundial. No caso da atual crise, o mercado brasileiro de ações está período de muitas oscilações, com fortes baixas registradas nas últimas semanas. Desta forma, como as perdas não são em função da gestão das empresas brasileiras, existem boas oportunidades de compra, que podem ser aproveitadas.

Em suma: o noticiário econômico precisa fazer parte das fontes de informação que contribuirão em seu processo de independência financeira. Entender os aspectos básicos da dinâmica da taxa de juros, do câmbio e da tributação são conhecimentos importantes para suas decisões financeiras.

Até a próxima, meus amigos!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ações: dá para começar com pouco...

Amigos,

Há um pensamento comum a respeito do mercado de ações, que define-o como uma modalidade de investimento cara, que exige montantes de dinheiro bastante elevados. Consideremos que uma ação preferencial da Petrobras custava (em 25/08/2011) R$ 19,86. Tendo em vista que o lote contém 1.000 ações, o investimento em apenas um lote seria de R$ 1.986,00 (ignorando os custos adicionais, de corretagem, emolumentos e custódia). Para um pequeno investidor seria inviável, ou quase, praticar uma estratégia de diversificação de ações.

Entretanto, há uma possibilidade ainda pouco comentada, que cai como uma luva para o pequeno investidor: o mercado fracionário, ou seja, como o nome diz, é a negociação de frações de lotes de ações. Assim, o investidor pode adquirir, por exemplo: 5 ações preferenciais da Petrobras, 4 ações ordinárias da Vale, etc... As chances de diversificar os investimentos aumentam exponencialmente, ainda que haja uma pequena desvantagem, representada pelos preços normalmente um pouco mais altos para compra e um pouco mais baixos para venda, em relação ao mercado convencional.

A desvantagem que citei acima não precisa ser um empecilho, ainda mais quando pensamos o investimento em ações para o longo prazo, construindo uma carteira de ações ao longo do tempo, com investimentos regulares, ainda que os valores sejam mais modestos. Esta regularidade vai ajudar a diluir os custos adicionais (emolumentos, custódia e corretagem) em um número cada vez maior de ações, contribuindo para a rentabilidade.

Até a próxima, meus amigos!

domingo, 21 de agosto de 2011

Restituição do Imposto de Renda: o que fazer com ela?

Amigos,

Estou postando uma entrevista (clique aqui) que concedi por telefone ao excelente jornalista Jefferson Beltrão, da Rádio CBN Salvador, no dia 15/06/2011, abordando possibilidades para o uso do dinheiro que vem da restituição do Imposto de Renda.
Então, espero que gostem e consigam extrair alguma idéia que facilite a vida de vocês.

Forte abraço e até a próxima!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

É fácil enriquecer no Brasil?

Olá, Pessoal!

O Brasil é um país que sob diversos aspectos chama a atenção. Charles de Gaulle, presidente francês, chegou a dizer uma vez: "O Brasil é um país que não deve ser levado a sério". Diante de uma série de coisas que acontecem por aqui, fica mesmo difícil refutar esta afirmação, e agora vamos falar de uma delas, fundamental para o nosso processo de independência financeira: a ambiência.

Muitas publicações já nos apresentaram pesquisas mostrando que a ambiência no Brasil, para o empreendedorismo, passa longe do ideal. A exagerada burocracia e a asfixiante carga tributária, especialmente sobre o emprego, exigem competência extra dos nossos empresários, dificultando a sobrevivência das empresas. Transportando esta realidade para as famílias, mesmo desconhecendo a existência de pesquisas a respeito, concluo que o Brasil é um país no qual o processo de enriquecimento vai se tornando mais fácil a cada "degrau" superado.

O que há de errado nisto? O erro é que em países sérios, ao contrário do Brasil, enriquecer é gradativamente mais difícil a cada "degrau" superado. Isto garante uma melhor distribuição de renda, mas onde está o nosso problema? Nos impostos, que são cobrados em demasia nos produtos essenciais à sobrevivência digna, ou seja, que pesam muito mais nos orçamentos das famílias menos favorecidas. Sendo assim, a carga tributária brasileira, como já se sabe, é feita sob medida para os mais ricos.

Este, meus amigos, é mais um motivo para aprofundarmos nossos esforços para melhorar nossa educação financeira. Nosso país coloca obstáculos que só podem ser superados com muito esforço e conhecimento. A nossa proposta é que você invista nisto. Invista no seu futuro! 

Até mais, pessoal!!!!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A Crise?


Anos atrás assisti a um filme francês chamado “A Crise?”, uma comédia dirigida por Coline Serreau, conhecida por ter dirigido a versão original (em francês) do filme “Três solteirões e um bebê”. O filme conta as aventuras e desventuras de um homem que vive uma crise conjugal e vai buscar um ombro amigo. Mas antes que possa desabafar, seus amigos começam a contar os próprios dramas pessoais e o protagonista acaba virando um confidente de todos. A lição que o filme traz é que, antes de querermos ser ajudados, devemos ajudar: ao ajudar os outros, acabamos resolvendo os nossos próprios problemas.
Outra lição importante do filme é que os problemas sempre estão dentro de nós mesmos. Acreditamos que algo ou um fato nos prejudica, mas na maior parte dos casos trata-se de um pré-julgamento de nossa parte, que nos impede de ver a realidade de maneira mais ampla e, consequentemente, de tomar as atitudes mais adequadas para contornar a situação incômoda.
Este é um ponto a ser considerado por todos aqueles que, hoje, se sentem ameaçados pela crise que se abateu na economia mundial. Vivemos a mesma situação do protagonista de “A Crise?”: chorando as pitangas de ações em queda e economias, antes consideradas seguras, hoje não tão confiáveis, vamos em busca de “investimentos amigos” que nos salvaguardem do pior. Contudo, ao analisarmos o mercado de investimentos como um todo, observamos que a dita crise afeta a todos, indistintamente. E todos os analistas financeiros alertam que este não é o melhor momento para se desfazer de posições, ou seja, não se deve vender ativos. Pelo contrário, se tiver algum dinheiro que possa investir, o aplicador deve estar preparado para comprar assim que a crise começar a dar sinais de melhora, antes que os ativos se valorizem.
Apesar de mexer com números e estatísticas aparentemente frias, como nas ciências exatas, a Economia é considerada uma ciência humana. Por quê? Justamente pelo fato de sua área de atuação estar sempre oscilando conforme o humor dos seres humanos. Somos nós que valoramos mercadorias e títulos, estabelecemos o rating de países e empresas, decidimos comprar ou não comprar ativos, enfim, nós é que estabelecemos as épocas de prosperidade e de recessão. Os grandes investidores sabem muito bem disso e se valem de suas posições para influenciar as bolsas e os mercados, visando benefícios para si e para seus iguais.
Portanto, antes de começar a se descabelar com as perdas sofridas nos últimos anos ou de tomar ojeriza por investimentos de risco, devemos fazer o nosso dever de casa: analisar os acontecimentos com bastante calma e cautela, evitar tomar decisões no calor das emoções e procurar oportunidades dentro da crise aparente. Precisamos evitar a todo custo o “efeito rebanho”, ou seja, dar uma de “maria vai com as outras” e fazer o que todo mundo está fazendo. Pois, como certa vez me disse um palestrante, “o caminho pra onde todos estão indo me afasta cada vez mais do sucesso; por isso, sigo o caminho contrário”.
Sucesso a todos!

sábado, 13 de agosto de 2011

ETFs: mais uma possibilidade de investir em ações

Olá, pessoal!

Eu imagino que ao ler o título deste artigo, você possa ter se perguntado alguma coisa do tipo "esse cara é doido? O mercado de ações numa pior e ele vem me falar em mais possibilidades de investir de ações...", mas eu ressalto: não enlouqueci. Apenas estou trazendo uma questão que já queria abordar há algum tempo e como o mercado de ações é o assunto do momento (ou um dos mais importantes), achei que seria pertinente.

O que mais é destacado quando o assunto é bolsa de valores ou mercado de ações? O índice IBOVESPA, que reflete o desempenho de uma carteira teórica de ações, que representam cerca de 80% dos negócios. É um termômetro do humor do mercado e isto nós já falamos aqui no blog anteriormente. Este é o mesmo princípio que fundamenta os ETFs.

Por sua vez, os ETFs (Exchange Trade Funds) ou Fundos de Índices são, conforme definição da Bovespa (clique aqui), fundos cujas cotas são vendidas no mercado como se fossem ações, mas que são carteiras de diversas ações, ou seja, ao invés de comprar ações uma a uma, o investidor compra cotas de ETFs e adquirem indiretamente diversas ações de uma só vez.

Sendo assim, os investimentos em ETFs são uma possibilidade bastante interessante para compor sua estratégia de investimento em ações, ou de forma mais ampla, sua estratégia rumo à independência financeira, devido ao baixo valor inicial necessário e à diversificação dos investimentos.

Até mais, meus amigos!!!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Bolsa de Valores: Não perca o sono, nem mesmo durante a crise!

Olá, Amigos!

Uma "segunda onda" da crise econômica iniciada em 2008 está produzindo resultados nefastos nas economias de diversas potências econômicas, com óbvio destaque para a maior delas: os Estados Unidos, que nesta semana perderam seu status de segurança absoluta em relação à adimplência dos títulos de sua dívida pública.

Esta situação se reflete em todos os mercados de ações mundo afora. Ontem, o Ibovespa apresentou queda de 8,08%, chegando a 9,7% nos momentos mais críticos. O que isto significa? Que há muito mais vendedores do que compradores atuando no mercado, o que pressiona os preços para baixo. Além disto, evidencia-se um "efeito manada" guiado exclusivamente pelo pânico, pelo lado emocional, sobre o qual já comentamos neste blog anteriormente (clique aqui).

Particularmente, acredito que este é um momento fantástico para compra, considerando que a queda dos preços das ações pouco ou nada tem a ver com os fundamentos das nossas empresas e que mais à frente deverá haver uma recuperação, premiando quem teve paciência e equilíbrio emocional de investir na hora certa: esta. Entretanto, para tal é preciso que o investidor já tenha feito testes de perfil, para entender qual é a melhor combinação de investimentos, afinal investir não deve tirar o sono de ninguém! 

Para quem está com dinheiro investido em ações, sugiro aguardar e evitar a realização de prejuízos, entendendo que no capitalismo as crises sempre ocorrerão. Esta não é a primeira e com certeza não será a última.

Até a próxima, pessoal!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Tesouro Direto: uma alternativa de independência financeira

Olá, Caros Leitores!

Lendo este artigo no blog do Educador Financeiro André Massaro (clique aqui), verifiquei que o número de investidores no Tesouro Direto vem crescendo em boa proporção, o que se configura em um importante fenômeno de Educação Financeira, mas você pode estar se perguntando: "o que é esse tal de Tesouro Direto?"

O Tesouro Direto é a compra e venda de títulos da dívida pública, do Governo Federal. Quando adquirimos títulos, estamos financiando ou emprestando dinheiro ao Governo Federal, para que realize investimentos, que trazem retorno inclusive financeiro (alternativa mais adequada) ou possa arcar com suas despesas de salários e outros custeios (alternativa menos adequada), que não trazem retorno financeiro. Quando vendemos os títulos, recebemos o valor investido acrescido de juros, ou seja, é como se cobrássemos o Governo Federal por suas dívidas. O Tesouro Direto também é considerado uma alternativa de investimento de baixo risco.

O motivo principal deste aumento na demanda pelo Tesouro Direto, em minha opinião, se dá pela rentabilidade, que é aumentada pelo fato de que não há cobrança de taxas de administração por parte de bancos ou outras instituições financeiras, o que nos remete a outro artigo publicado neste blog (clique aqui). Então, percebe-se que há uma busca por alternativas que proporcionem melhores resultados.

No caso do Tesouro Direto, a rentabilidade normalmente é muito mais atraente que a da caderneta de poupança, com risco menor que o envolvido no mercado de ações, o que faz deste investimento um "meio-termo", que se faz importante para qualquer estratégia de independência financeira.

Além disto, significa também que os investidores estão menos acomodados e mais dispostos a conhecer melhor a dinâmica de mercado desta modalidade de investimento, outro ganho importante para quem está aplicando.

Até a próxima!