sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Casamento e filhos: despesa ou investimento?

Não é difícil encontrar entre nossos amigos, no convívio diário ou nas redes sociais, comentários sobre as agruras de um casamento e de se ter filhos. Para muitos, os tempos estão “bicudos”, casar não é uma opção, cônjuge e filhos são uma fonte de despesas constante, além da perda da liberdade individual.
Outras pessoas, porém, advogam um pensamento antigo (muito comum entre nossos avós) de que os filhos são a garantia de uma aposentadoria tranquila na velhice, ou que deve-se procurar um bom partido, preferencialmente com grandes dotes econômicos, para ter uma vida conjugal confortável e feliz. Nada mais equivocado!
Se assim fosse, famílias com muitos filhos seriam economicamente mais ricas que aquelas com menos filhos. Contudo, a limitação da quantidade de filhos também não determina o grau de acúmulo de riqueza das famílias. Por outro lado, casamentos por interesse financeiro desfazem-se com grande facilidade, geralmente deixando os “interesseiros” em situação igual ou pior do que antes do casamento. Então, quem está certo?
Em se tratando de homens, principalmente, partilho de uma velha máxima que defende que “homem solteiro não gera patrimônio”. Isso porque o solteiro costuma ser imediatista, farrista e altamente gastador. Afinal, a solteirice não significa clausura e castidade para a maioria deles. Pelo contrário, significa noitadas homéricas, várias parceiras (estas, sim, as verdadeiras fontes de despesas), carro superequipado com o que há de mais moderno para impressionar os amigos e as paqueras, etc. Como todo bom investidor sabe, automóveis também não são um bom investimento, a não ser que você seja especialista nisso e não modifique o carro que irá (re)vender, para que o mesmo não perca o valor no momento da negociação.
Homens casados possuem, quando não permanecem com o ranço da vida de solteiro – fonte de discussões entre os casais, um pensamento mais ligado à família, ao conforto dos seus entes queridos e à busca de um futuro melhor, mais tranquilo e previsível. Por isso focam naturalmente na aquisição do imóvel próprio, em um carro com perfil mais “família”, e no progresso profissional e financeiro.
Meu exemplo pessoal é bastante ilustrativo. Desde que me casei, meu poder aquisitivo mais que triplicou. Detalhe: minha esposa não trabalha fora. E, especialmente no ano de nascimento de nossa primeira filha, surgiram oportunidades de progresso pessoal e profissional que me surpreendem até hoje: uma pós-graduação totalmente paga pela empresa onde trabalho, troca do carro em condições vantajosas, mudança para o apartamento novo, promoção dentro da empresa para uma função gerencial com diversos privilégios inerentes à função, entre outros. Tudo isso eu credito, além das boas graças de Deus, a uma questão de atitude pessoal: por anos venho adotando o pensamento preconizado pelo Prof. Masaharu Taniguchi de que “os filhos vêm com sua própria Prosperidade”. Enquanto a maioria das pessoas pensa que com os filhos virão despesas e preocupações, eu afirmo que minha filha é um canal por onde flui a Prosperidade. E tenho recebido na medida de minhas afirmações.
Com efeito, gastamos muito pouco com o enxoval dela; a maior parte das roupas e acessórios foram presentes de parentes e amigos. Ganhamos tantos pacotes de fraldas que não precisamos nos preocupar com isso pelos próximos seis meses! Aos três meses de idade, ela ainda se alimenta exclusivamente de leite materno, que minha esposa produz abundantemente, sendo obrigada a usar absorvente para os seios. Tudo isso é sinal de Prosperidade, afeta diretamente na saúde financeira e define o futuro da família. Não penso nem desejo que nossa filha nos ampare na velhice, pois essa é uma responsabilidade minha e de minha esposa no momento presente. Mas o que nos acontece hoje nos ajudará no futuro.
Mesmo famílias pobres conseguem sobreviver com um grande número de filhos devido ao pensamento comum de que “onde vivem x, vivem x+1”. E destas famílias podem emergir pessoas de grande potencial que tornam-se altamente prósperas, tirando toda a família da situação de pobreza.
Portanto, consideremos a vida conjugal e a maternidade como fases naturais de nossas vidas, que trazem em si mesmas as suas quotas de Prosperidade. E sejamos sábios na utilização destas dádivas na construção de um futuro feliz para nós mesmos e para nossos filhos.
Sucesso a todos!

sábado, 24 de setembro de 2011

O brasileiro sabe poupar?

Caros,

Outro dia, eu estava lendo uma reportagem do infomoney, a partir de uma pesquisa realizada pela Fecomercio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro), sobre os hábitos de poupança dos brasileiros e o principal resultado da pesquisa foi: 77% dos brasileiros aplicam recursos na caderneta de poupança, sendo que 45% o fazem com objetivos de longo prazo ou para arcar com eventualidades.

Vejo esta informação com surpresa e alegria, por imaginar que fosse muito menor o percentual de brasileiros que aplicasse dinheiro em qualquer modalidade de investimento. É um sinal de que existe a consciência da necessidade de poupar, o que não é pouco!

Além disto, a pesquisa traz outras importantes informações: 

- 19% dos brasileiros prefere guardar seu dinheiro em casa em vez de investir.

- 4% dos brasileiros investem em outras formas de investimento.

Esta é uma prova de que há muito ainda a fazer e um dos motivos do Brasil precisar investir (e muito) em educação financeira, já que cruzando as informações, verificamos que tanta adesão à caderneta de poupança não é parte de uma estratégia de diversificação dos investimentos, mas sim mero desconhecimento das possibilidades existentes.

Até a próxima, pessoal!!!!!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Comprar ou consertar? O que fazer?

Olá, pessoal!

Entre as inúmeras decisões de compra que precisamos tomar todos os dias, podem surgir decisões do tipo "comprar novo ou consertar o velho?", então surge a dúvida sobre até que ponto vale mesmo a pena consertar o produto antigo. Dizem que no Japão a população é tão abastada, que nunca consertam seus produtos, simplesmente jogam fora e compram novo. Eu não sei se isto é verdade, apenas sei que no Brasil não somos tão ricos assim e que em algumas situações, consertar ainda é a melhor alternativa.

Entretanto, esta não é uma decisão unicamente financeira. Para alguns prevalece a lógica de que os produtos antigos eram fabricados para durar bastante tempo, diferentemente dos atuais, o que justificaria pagar para consertar, mesmo por um valor superior ao de um produto similar novo. Para outras pessoas, sempre é melhor comprar um produto novo do que pagar pelos consertos, mas como devemos proceder?

Os especialistas em defesa do consumidor defendem uma avaliação simples de fazer, como forma de decidir entre consertar um produto quebrado e comprar um produto similar novo. Basta verificar se o preço do conserto é inferior a 60% do valor de um produto novo de similar qualidade. Se for, o melhor a fazer seria consertar, do contrário, sendo igual ou superior, comprar um novo será a melhor alternativa. Para saber mais a respeito, clique aqui.

Vale a pena ressaltar que esta conta se refere a produtos fora dos prazos de garantia, evidentemente.

Até a próxima, pessoal!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Boas Intenções S.A.


Recentemente li a matéria na Pequenas Empresas Grandes Negócios de agosto deste ano sobre as empresas que ganham dinheiro com atividades ligadas à sustentabilidade e ao bem estar social. Trata-se de uma importante área de negócios que vem se expandindo gradualmente e que encontra terreno fértil nas incertezas da economia mundial após crise de 2008.
Um dos pontos que me chamou atenção na matéria foi a diferenciação entre as ditas “empresas sociais” e as ONGs. Havia uma ideia generalizada de que só se podia fazer um trabalho de apoio a comunidades desassistidas ou qualquer atividade de cunho social através de uma entidade sem fins lucrativos. E que estas atividades deveriam ser amparadas por doações. Felizmente, essa ideia fixa está caindo por terra e até mesmo a quantidade de ONGs vem diminuindo, permanecendo aquelas que realmente possuem uma visão empresarial inerente aos seus trabalhos.
Sendo um entusiasta do Software Livre, tenho contato com algumas comunidades de desenvolvedores e uma das coisas que me incomoda quando converso com eles sobre negócios é a mentalidade de ONG que permanece em alguns líderes destas comunidades, mesmo quando querem transformar seus produtos e/ou serviços num negócio lucrativo. “Não temos dinheiro para comprar servidores dedicados e notebooks para a equipe, então vamos pedir doações a alguma empresa ou instituição...” - isso é impensável, quando se trata de empresas, mas canso de ouvir coisas assim desses líderes. Ou mesmo “vamos desenvolver um novo discador de internet”, desperdiçando esforços com produtos que já existem ou áreas que já estão saturadas de soluções, apenas por comodismo ou por limitação pessoal. Mesmo que o propósito seja social, o empreendimento deve ser pensado visando a sustentabilidade, com uma equipe altamente capacitada e motivada e com produtos com grande potencial de mercado.
As empresas que aparecem na reportagem da PEGN são pioneiras ou destacam-se em suas respectivas áreas de atuação, e é possível perceber que, apesar de algumas apresentarem faturamento reduzido se comparado a congêneres sem o foco no social, os resultados para os empresários envolvidos estão mais ligados à satisfação pessoal e à sensação de estar contribuindo para a coletividade. Na verdade, mesmo as empresas tradicionais estão percebendo que, para manter seus talentos, é necessário dar um sentido maior às suas atividades, além do “mero” lucro.
Quando pensamos em Enriquecimento Total, também pensamos nessa dimensão maior do ato de enriquecer. “Quero enriquecer PRA QUÊ?” - esta é a pergunta que devemos nos fazer constantemente. A resposta a esta pergunta é o que nos motiva para fazermos as mudanças comportamentais necessárias para atingirmos este objetivo. Wallace T. Wattles diz em A Ciência para Ficar Rico que, para que possamos contribuir efetivamente com a sociedade, devemos enriquecer. Em outras palavras, tornar-se rico seria uma espécie de “dever cívico”. Concordo em parte com ele: podemos contribuir para o bem estar público mesmo sem termos dinheiro, e até enriquecer com isso; mas tornar-se rico deveria ser o dever de todo cidadão, como forma de promover maior bem estar social.
A empresas sociais estão mostrando um caminho nesse sentido, e isso é apenas o início. Acredito que ainda existem muito mais oportunidades inexploradas, esperando por empreendedores de mente ampla e de visão de longo prazo, que consigam enxergar fortunas onde o cidadão mediano não consegue ver nada de útil. Para isso é preciso inovar na forma de conduzir os negócios, no tipo de retorno esperado para o negócio e na maneira de transformar o retorno em sustentabilidade. Afinal, nos empreendimentos sociais o dinheiro não é o único tipo de resultado que pode ser obtido: existe o ganho de imagem, por exemplo, que pode ser posteriormente transformado em retorno financeiro. Cumpre ao empreendedor saber como e com quem fazer essa conversão de maneira vantajosa para todos os envolvidos.
Sucesso a todos!

domingo, 11 de setembro de 2011

Finanças Pessoais: vamos ser realistas!

Caros,

Na semana passada, eu li o livro "Livre-se das dívidas", de Reinaldo Domingos. A obra trata, evidentemente, do endividamento, que é um aspecto que interessa a muitos brasileiros e além disto, foca nas questões de: superação do endividamento, que pode derivar em construção da independência financeira, e definição de dívidas de valor e dívidas sem valor, ou seja, dívidas que "precisam" ser contraídas e dívidas que não precisamos contrair.

Em suma, é um bom livro, com boas explicações sem sombra de dúvida, mas não é este o aspecto que quero destacar aqui. O que eu quero discutir é um exemplo dado no livro, que não o desabona, mas que ilustra uma questão já abordada neste blog (clique aqui), sobre exemplos nem sempre realistas e que fazem parecer que alcançar objetivos financeiros é mais fácil do que de fato é.

O exemplo que questiono no livro é sobre a compra de um imóvel, cujo financiamento poderia ser substituído por um investimento mensal de R$ 634,00 mensais, além da permanência em um imóvel alugado, pagando R$ 400,00, durante 9 anos. Sinceramente, ainda que meramente hipotético, eu não consigo conceber tal exemplo como razoável para locais de alto custo de vida como Salvador e outras capitais, ainda mais considerando que uma família que pode economizar este valor para comprar um imóvel, opte por morar em um imóvel tão simples, que é o possível de alugar com R$ 400,00 mensais. Além disto, ao longo de 9 anos, haveriam reajustes anuais do aluguel, que ao longo deste período estaria em um valor muito maior, produzindo um resultado diferente para a estratégia.

Desta maneira, ressalto aqui a necessidade de aproveitar sim estes conhecimentos sobre  finanças pessoais e propostas de estratégia, mas de forma crítica, refletindo sobre sua viabilidade e adequação, o que nem sempre acontece. Você pode estar perguntando: "mas é possível alcançar as diferentes realidades financeiras?" Claro que não, mas os exemplos podem sim e devem (ou ao menos tentar), refletir a realidade da maioria.

Até a próxima, pessoal!!!!!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A melhor maneira de economizar

Olá, caros leitores!

Nós já falamos uma vez neste blog sobre a importância do orçamento para a independência financeira (clique aqui), ressaltando sempre que não pratiquemos apenas uma mera economia ou por sovinice, mas sim o aproveitamento eficiente de seu dinheiro.

Hoje, vamos aprofundar esta discussão, tratando mais detalhadamente sobre o que podemos fazer para ser mais eficiente no uso do nosso dinheiro, e portanto, ter um orçamento devidamente ajustado e que será o trampolim para a nossa independência financeira.

No artigo que foi citado, abordamos as despesas, sugerindo de forma menos aprofundada a proposta de José Pio Martins, em seu livro "Educação Financeira ao Alcance de Todos”, de dividir as despesas em: obrigatórias fixas, obrigatórias variáveis, não-obrigatórias fixas e não obrigatórias variáveis. Agora, falaremos em mais detalhes:

- Obrigatórias Fixas: são despesas essenciais, cujo valor é conhecido, e que só poderiam ser reduzidas mediante medidas radicais. Ex: aluguel e condomínio.
- Obrigatórias Variáveis: também são despesas essenciais, mas que podem ser reduzidas. Ex: alimentação e vestuário.
- Não-Obrigatórias Fixas: são despesas não-essenciais e que só podem ser eliminadas, não podendo ser reduzidas. Ex: título de clube.
- Não-Obrigatórias Variáveis: despesas não-essenciais, que tanto podem ser eliminadas quanto ajustadas. Na minha opinião, são as primeiras que devem  ser consideradas para o ajuste orçamentário. Ex: TV por assinatura, cinema, salão de beleza, celular, livros, CDs, etc...

Sabendo quais são as despesas de cada grupo, teremos um caminho de ajustes a traçar, começando pelo que for mais fácil de controlar e depois, evoluindo para o que for mais difícil de ajustar, considerando se há viabilidade, evidentemente. Além disto, voltando ao artigo que citamos, é importante que o controle seja constante.

Desta forma, seremos mais eficientes no uso do nosso dinheiro, além de que o orçamento nos revelará se precisamos aumentar a nossa renda, além de economizar, afinal, nem sempre o problema é com as nossas despesas, ainda mais para quem reside nas capitais com altos custos de vida (Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, por exemplo).

Um abraço a todos e até a próxima!!!!!