Amigos, para este artigo, pensaremos de forma inversa, já começando pela resposta: crédito é uma maldição para quem não tem controle, e é uma benção para quem tem controle, aliás, como tudo que se refere a finanças pessoais.
Os especialistas, de forma (até onde sei) unânime, defendem que as compras sejam sempre realizadas à vista, o que evidentemente é bom, já que promove uma economia de juros e outros encargos financeiros. Entretanto, percebo que pouco se fala sobre o uso responsável do crédito e como este pode, de fato, contribuir para a realização de seus desejos/necessidades, sem, no entanto, lançá-lo no abismo do endividamento crônico.
Agora você deve estar se perguntando: “como é que eu posso usar crédito, de forma responsável, sem me meter em uma roubada?” E eu respondo, fazendo como estamos propondo, logo abaixo:
1º: Evite usar o crédito na compra de bens perecíveis ou de rápido consumo, ou seja, compras de supermercados. O motivo é que estas compras precisam ser feitas a cada 30 dias, no máximo, e se você dividir cada compra dessas em 3 parcelas, logo você estará acumulando dívidas por compras já consumidas.
2º: Limite suas despesas com crédito. A soma das faturas dos seus cartões de crédito, empréstimos bancários, carnês e outras dívidas, jamais deve ser pesada a ponto de impedir que você cumpra com as demais obrigações, inclusive a maior delas: investir para sua independência financeira! Controle tudo com uma planilha e você saberá se pode pagar, e quanto pode pagar nas parcelas daquele sapato novo ou celular da moda.
3º: Não saia aceitando qualquer proposta de crédito. Existem ofertas de crédito que são maldições por natureza! Avalie com calma a taxa de juros de cada uma e evite ter mais que 4 ou 5 possibilidades de dívidas.
4º: Não encare os cartões de crédito como extensões de seu salário. Ter um limite alto é bom apenas para atender EMERGÊNCIAS, fora isso, o que vale é o item 2 (“Limite suas despesas com crédito”). Ah! Lembre-se de sempre pagar o valor total das faturas, do contrário, você estará refinanciando valores que já deveriam estar quitados.
5º: O que falamos acima, também vale para o Cheque Especial, que também não é extensão de seu salário e tem taxas de juros altíssimas. Entretanto, ele também tem seu valor, para EMERGÊNCIAS que vão ser rapidamente resolvidas. Se usou o Cheque Especial e percebeu que não vai cobri-lo logo, providencie um empréstimo tipo CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e reponha o valor na conta. Desta forma, você deixa de pagar 10% a.m. de juros para pagar uma taxa inferior à metade.
Agindo desta forma, e pesquisando sobre outras possibilidades de uso responsável do crédito, você terá um importante aliado para alcançar seus sonhos, e contribuirá com o desenvolvimento da economia brasileira.
Até a próxima! E agora você pode se comunicar conosco através do e-mail: enriquecimentototal@hotmail.com
Com certeza o mais difícil: não utilizar do cartão como extensão do salário. Acrescentaria uma 6º recomendação... "Dê preferência aos cartões que não me cobram anuidade". rsrs
ResponderExcluirLis, foi uma ótima observação sua! Evitar cartões que cobram anuidades é também uma forma de economia e de fazer do crédito uma benção.
ResponderExcluirContinue participando!
Abraço,
Bueno! Pois fiz um empréstimo numa pequena cooperativa de crédito mútuo, dos servidores da empresa onde trabalho e onde sou sócio. Os juros? pouco mais que o juro da poupança.
ResponderExcluirUtilização do valor financiado: compra de cotas em fundo imobiliário (valor pequeno - R$ 3.000,00), fianciado em 6 parcelas de R$ 525,00.