sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sobre Educação Financeira Pessoal

Eu estava pensando outro dia sobre os desejos que nós, humanos, nutrimos (e não são poucos) e sobre o que precisamos fazer para realizá-los. Na sociedade em que vivemos, capitalista, quase tudo que desejamos depende de dinheiro, depende de posses. Dessa forma, o dinheiro é um bem escasso, posto que a sua distribuição (falta dela, na verdade) resulta em insuficiência para alguns e abundância fora do normal para outros tantos mundo afora.

“Onde é que esse cara quer chegar com isso?” você deve estar se perguntando. O que eu quero mostrar, amigo(a), é que essa situação de escassez de um bem tão precioso nos obriga a fazer escolhas diariamente e mais, nos obriga a aprimorar nosso processo de escolhas. Isso não é novidade, tem sido dessa forma desde a invenção da moeda, há aproximadamente 2.800 anos, o que mudou há alguns anos é a forma com que o homem relaciona-se com o dinheiro, entendendo que para alcançar determinados objetivos ou realizar desejos havia uma importante decisão a tomar: a de poupar dinheiro, abrir mão de um prazer imediato (consumo) para ter um prazer futuro, de maior intensidade.

Basicamente, isto se chama Educação Financeira Pessoal, um conceito extremamente importante para a formação de cidadãos conscientes de seu papel na sociedade, que entre outras coisas, abrange a prosperidade, como forma de contribuir na geração de emprego e renda para outras pessoas, ou seja, contribuir para um círculo virtuoso na economia. Agora, você, leitor(a), deve estar se inquirindo com outra pergunta: “E como é que eu faço para adquirir Educação Financeira Pessoal? É muito difícil?” Eu responderia “Não e Sim”. Não, porque hoje há muito conhecimento disponível, inclusive na internet, e sim, porque para alguns, adquirir Educação Financeira Pessoal, dependerá de uma mudança radical de atitude, o que não é nada fácil, mas também passa longe de ser impossível.

Enfim, meus amigos, o que nós queremos aqui é estimular a sua reflexão sobre as coisas que quis adquirir e não fez ainda, além de te propor buscar soluções inteligentes para isto, ou então, para você que já pratica a Educação Financeira Pessoal, propomos participar do processo de multiplicação deste conhecimento, afinal há milhões de pessoas no Brasil que ainda não se educaram financeiramente e que não contribuem tanto quanto seu potencial permite.

Forte abraço e até a próxima.

2 comentários:

  1. Apesar de materialmente o dinheiro ser considerado um bem escasso, é importante observar que ele é, assim como toda e qualquer riqueza, um produto mental da humanidade. Portanto, sempre será possível gerar mais dinheiro conforme a necessidade - se assim não fosse, não existiriam Casas da Moeda em cada país. Todos os bens são abundantes, conforme sejam abundantes os nossos conteúdos mentais e a capacidade de gerar riqueza. Entretanto, não significa que devemos ser perdulários, esbanjando até o que não temos no momento, com a alegação de que "produzirei mais". Esse argumento não será aceito pelo comerciante nem pelo prestador de serviços públicos como água, luz, etc. Aí reside a importância da Educação Financeira, que é uma mudança de hábitos para atingir objetivos econômico-financeiros.

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  2. Pois é, este controle, esta consciência de que o dinheiro é um bem teoricamente escasso, ainda que possa ser produzido, está na minha opinião, dentro do que significa RESPONSABILIDADE SOCIAL.

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